O Comitê de Elegibilidade (Celeg) da Petrobras aprovou, na sexta-feira (24/6) a indicação de Caio Paes de Andrade ao cargo de presidente, abrindo caminho para que o Conselho de Administração (CA) realize reunião extraordinária na manhã de segunda-feira (27) para deliberar sobre o ingresso efetivo e imediato do executivo no alto escalão da companhia. A indicação de Paes Andrade foi aprovada por maioria, sem restrição.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A pauta da reunião extraordinária do Conselho de Administração da Petrobras será a aprovação do nome de Caio Paes de Andrade para o colegiado e, posteriormente, a apreciação de seu nome para a posição de presidente da petroleira. O possível ingresso do executivo no CA será avaliado a partir da vaga aberta pela saída do ex-presidente da companhia, José Mauro Coelho.
Caso o Conselho de Administração aprove a indicação, Paes de Andrade assumirá a Presidência da Petrobras de imediato. A petroleira vem sendo comandada interinamente por Fernando Borges, diretor de E&P.
O Celeg avaliou o currículo Paes de Andrade 32 dias após o presidente Jair Bolsonaro indicar seu nome para substituir José Mauro Coelho, ex-presidente da estatal, que renunciou ao cargo no dia 20 de junho. Havia questionamento se qualificação técnica do executivo atenderia às exigências da Lei das Estatais e do regime interno da Petrobras.
A reunião do Celeg teve início às 16 horas e se estendeu por mais de três horas. O comitê assessora o Conselho de Administração da Petrobras, sendo formado pelos conselheiros Francisco Petros (presidente) e Luiz Henrique Caroli e pelos membros externos Ana Silvia Matte e Tales Bronzato. O representante dos minoritários, Marcelo Mesquita, também integra o grupo o conselheiro
Com a renúncia de José Mauro Coelho, o Conselho de Administração possui a prerrogativa de escolher um presidente entre seus conselheiros ou seguir os trâmites normais, aguardando o agendamento da Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Mesmo sendo aprovado pelo CA e tomando posse, o processo de Caio Paes de Andrade terá que seguir, posteriormente, o ritual de aprovação na AGE, ainda sem data marcada.
O nome do executivo terá que ser eleito pelos acionistas durante a assembleia, junto com os outros sete indicados pelo governo – Gileno Gurjão Barreto (presidente), Márcio Weber, Ruy Flaks Schneider, Ricardo Soriano de Alencar, Edison Antonio Costa Britto Garcia, Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro e Ieda Aparecida de Moura Gagni – e os dois indicados pelos minoritários – José João Abdalla Filho e Marcelo Gasparino da Silva. A AGE só poderá ser agendada depois que os oito indicados do governo passarem pelo processo de BCI (background checks) e pelo Celeg.
Fontes da alta cúpula da petroleira já admitem que a AGE que elegerá os novos conselheiros deve ficar para o início de agosto, já que de acordo com os trâmites internos é necessário cumprir prazo de 30 dias entre convocação e a realização. O governo manteve dois membros do atual conselho na lista de indicados, optando por a maior parte de seus representantes.
A aprovação do nome de Paes de Andrade na Celeg aumenta o foco de atenção sobre o movimento do executivo em relação à Diretoria. Existe a expectativa de que os atuais diretores sejam substituídos por pressão do governo.
Paes de Andrade foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 23 de maio, no auge da crise dos preços dos combustíveis. Oriundo da área econômica do governo, o executivo é secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital.
Paes Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista e possui pós-graduação em Administração e Gestão, pela Harvard University, sendo mestre em Administração de Empresas pela Duke University. Se aprovado pelo Conselho de Administração, o executivo será o quarto presidente da Petrobras no governo de Jair Bolsonaro.
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