Presidente da Previ é reconduzido ao cargo

O presidente da Previ, Daniel Stieler, foi reconduzido ao cargo ontem. O executivo assumiu a liderança do maior fundo de pensão, há um ano, depois da saída de José Maurício Coelho. O novo mandato tem duração de um biênio. Com mais de R$ 200 bilhões sob gestão, a fundação dos funcionários do Banco do Brasil (BB) permanece diante do desafio de calibrar a estratégia de diversificação em momento em que migra ativos de renda variável para renda fixa.

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Além da recondução de Stieler, a Previ deu posse ontem aos dirigentes eleitos e indicados para o mandato de 2022 a 2026. Pelas regras da entidade, três dos seis componentes da diretoria-executiva são eleitos pelos participantes, algo que a legislação determina apenas para o conselho deliberativo. A metade da composição de cada conselho ou diretoria muda a cada biênio.

No ano em que são trocados dois membros eleitos, um indicado é alterado. Em 2022, além de Stieler, indicado pelo Banco do Brasil, foram reconduzidos os diretores de planejamento, Paula Goto, e de administração, Márcio de Souza, ambos reeleitos. Também tomaram posse ontem 22 conselheiros deliberativos, fiscais e consultivos, entre titulares e suplentes. Entre esses nomes, está o do presidente do conselho deliberativo da Previ, o vice-presidente corporativo do BB, Ênio Mathias Ferreira, que foi reconduzido.

Para o presidente da Abrapp, associação que representa os fundos de pensão, Luís Ricardo Martins, a Previ tem sido pioneira na profissionalização e na aplicação de boas práticas de governança. “A Previ superou a gripe espanhola em 1918. Agora, enfrenta uma nova [pandemia] e é referência entre as medidas que o sistema adotou, nessa crise sem proporções”, afirmou ele na cerimônia de posse.

Em seu discurso, Stieler deu um tom de continuidade à gestão, mas manifestou a necessidade de agilizar alguns processos. O executivo destacou que a “conjuntura global sem precedentes” impõe a necessidade de uma estratégia bem fundamentada e rápida o suficiente para se adaptar ao cenário volátil. “Diante da pressão dos acontecimentos e de consequências ainda não completamente conhecidas, revisamos nossas estratégias de investimentos, modernizamos nossos processos e nos adaptamos”, afirmou.

O maior plano de benefícios do fundo de pensão encerrou 2021 com déficit de R$ 900 milhões. Mas o resultado ficou negativo por pouco tempo, já que em janeiro o quadro se reverteu para um superávit de R$ 1,4 bilhão. No fim de março, o resultado positivo acumulado era R$ 7,68 bilhões, com uma rentabilidade de 8,76% nos três primeiros meses de 2022. “Mesmo em um cenário de volatilidade a tendência é que em maio continuaremos apresentando superávit no principal plano”, disse Stieler ao Valor.

A Previ tem como estratégia reduzir a exposição à renda variável de seu maior plano e se voltar à compra de títulos públicos para manter a chamada “imunização da carteira”. Só em 2021, foram quase R$ 20 bilhões nesse processo no chamado Plano 1, de benefício definido. O Plano 1 concentra as maiores participações da fundação, caso de Vale. A entidade vendeu mais de R$ 50 bilhões em participações de mais de 30 empresas, incluindo a mineradora. O plano de benefício definido é o mais maduro e tem previsão de pagamento de benefícios até 2080.

Dos recursos do Plano 1, um terço está alocado em renda variável. A Vale representa 55% dos investimentos, enquanto o bancos chegam a 15%. No segmento de “utilities” (serviços públicos), essa fatia é de 10% e óleo e gás, 9%.

No sentido contrário, o plano mais novo, Previ Futuro, está em fase de acumulação e tende a aumentar a diversificação. O patrimônio atual, de R$ 25 bilhões, pode praticamente dobrar até 2028.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2022/06/02/presidente-da-previ-e-reconduzido-ao-cargo.ghtml

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