Rating do fundo de pensão da Petrobras, a Petros, é estável

A agência de classificação de risco Fitch Ratings atribuiu o Rating de Qualidade de Gestão de Investimentos ‘Forte’ à Fundação Petrobras de Seguridade Social – Petros. A perspectiva do rating é estável, reportou a agência nesta quarta-feira. Criada em 1970, a Petros é o segundo maior fundo de pensão do Brasil com investimentos de R$101 bilhões em setembro de 2021, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp).

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Esses investimentos eram compostos por títulos públicos (44,4%), fundos de renda fixa (25,5%, principalmente títulos públicos), papéis privados/debêntures (0,8%), FIDCs (0,1%), fundos de renda variável (12,8%), ações (6,7%), imóveis (3,9%, sendo 0,4% através de fundos), empréstimos e financiamentos a participantes (2,7%), fundos multimercados (1,7%) e private equity (0,2%), além de contas a receber (1,2%).

Entre os desafios citados pela agência consta a melhora do equilíbrio atuarial de seus dois maiores planos de previdência de benefício definido (BD), consolidar a reestruturação efetuada na instituição em 2019 e 2020, reter os executivos e outros funcionários-chave, fortalecer a cultura de compliance e risco operacional da instituição, e também melhorar o monitoramento da política de investimentos pessoais dos funcionários.

A Petros é uma organização sem fins lucrativos estabelecida para administrar os recursos destinados a sustentar os benefícios da previdência complementar dos funcionários da Petrobras e, em menor grau, prestando este serviço também para outras empresas locais.

De acordo com o relatório da agência, o rating reflete a estrutura organizacional, a experiência dos profissionais-chave, apesar de muitos serem recentes na instituição, e a sólida automação e integração dos sistemas. O rating também reflete o processo de investimento, além da abordagem de risco conservadora e independente e dos controles de risco e compliance. A classificação ainda considera a relação com o principal patrocinador dos planos de benefícios, a Petrobras, e sua franquia no segmento de fundos de pensão fechados.

A Petros passou por uma reestruturação em 2019 e 2020 após a chegada do CEO, Bruno Dias. O processo envolveu consultorias especializadas, principalmente a McKinsey, para analisar todas as políticas, processos e procedimentos. O número de profissionais diminuiu de cerca de 480 em 2019 para 380 em setembro de 2021, com a substituição da maioria dos executivos e muitos gerentes e analistas.

A Petros é supervisionada por várias entidades externas (administrador fiduciário, custodiante, auditoria interna da Petrobras, auditoria externa da fundação e dos fundos e os reguladores brasileiros). Além disso, há as áreas de risco, controles internos, compliance e de auditoria interna da Petros, totalmente segregadas da equipe de investimento. A cultura de risco é conservadora e estas estruturas possuem fortes controles e comitês regulares, que contam com dois membros independentes dos quatro votantes, apesar das estruturas de compliance e controles internos serem recentes (de 2020).

A Petros administrava 41 planos de previdência, sendo dez BD, três contribuição variável (CV) e 28 contribuições definida (CD). O AUM está concentrado em seis planos (96% do AUM total em setembro de 2021 – quatro BD, um VC e um CD), todos para funcionários da Petrobras. A fundação tem 141 mil participantes, sendo 76 mil assistidos/aposentados.

Em setembro de 2021, a Petros apresentava patrimônio de cobertura de R$107,4 bilhões e provisões matemáticas de R$114,6 bilhões, com déficit técnico acumulado de R$7,2 bilhões (superávit técnico de R$ 1,7 bilhão em 2020). Nos nove meses de 2021 até setembro, a rentabilidade acumulada da carteira foi de -0,61% (+8,45% em 2020), enquanto a meta de retorno foi de 10,57% (9,28% em 2020), impactada por posições em renda variável e pela abertura das taxas de juros nos títulos públicos de longo prazo, como ocorreu no mercado brasileiro como um todo.

https://monitormercantil.com.br/rating-do-fundo-de-pensao-da-petrobras-a-petros-e-estavel/

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