O chamado Plano 1 encerrou 2021 com déficit de R$ 900 milhões, mas o déficit se reverteu para um superávit de R$ 1,4 bilhão em janeiro
O maior plano de benefícios da Previ encerrou 2021 com déficit de R$ 900 milhões. Mas o resultado ficou negativo por pouco tempo, já que em janeiro o quadro do chamado Plano 1 se reverteu, para um superávit de R$ 1,4 bilhão, informou o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O Plano 1 tem R$ 212 bilhões em investimentos e concentra as maiores participações em empresas da fundação. Nele, a maioria dos participantes recebe aposentadoria ou pensão. Desde 2018, há uma estratégia de imunização do plano, ou seja, a venda paulatina de ações para compra de títulos do Tesouro Nacional (NTN-B). Somente no ano passado, foram comprados mais de R$ 30 bilhões em títulos com prazo até 2055. Se não tivesse adotado essa estratégia, o resultado negativo em 2021 teria sido de R$ 6 bilhões, disse a fundação.
“[Em 2021] o processo de imunização do passivo foi acelerado, ou seja, a Previ aproveitou o cenário de juros altos para investir em títulos de longo prazo e reduzir os riscos e impactos de crise futuras no Plano 1”, apontou em nota.
Os investimentos em renda fixa somam 57,63% dos ativos do Plano 1, e tiveram rentabilidade de 10,49% no ano passado. A renda variável responde por 33% e caiu 1,79% no período. Os investimentos estruturados caíram 0,51%. Imóveis (8,57%), investimentos no exterior (10,2%) e operações com participantes (17,61%) tiveram resultado positivo.
Já no Previ Futuro, plano de contribuição variável da Previ, os associados ainda são, na maioria, funcionários na ativa. Por causa do horizonte de pagamentos longo, a estratégia é voltada para o desempenho. Nos últimos cinco anos o plano dobrou de tamanho, para R$ 23,49 bilhões em investimentos. É o sexto maior plano em volume de ativos do sistema brasileiro fechado de previdência complementar.
Em 2021, a entidade disse que continuou o trabalho de diversificação dos ativos do Previ Futuro. Os investimentos em renda variável caíram 13,11% no ano passado, enquanto os outros segmentos tiveram alta: renda fixa (4,01%), imóveis (2,31%), estruturados (6,73%), exterior (13,04%) e operações com participantes (16,62%).
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