Políticas de Investimentos 2022-2026 da Petros ampliam foco em segurança

A Petros revisou suas Políticas de Investimentos para os próximos cinco anos (2022-2026). Diante da conjuntura econômica ainda desafiadora, ampliaremos nosso foco em segurança, buscando proporcionar mais solidez ao patrimônio dos participantes. Após quase dois anos de impactos na economia provocados pela pandemia de Covid-19, 2022 começa ainda marcado pelo cenário de incertezas e com juros em alta. Frente a isso, as alocações em renda fixa tornam-se mais atraentes, criando o contexto ideal para a adoção de uma estratégia de imunização, que busca a proteção dos investimentos.
O objetivo é equilibrar o fluxo de pagamentos de benefícios aos participantes com o fluxo dos ativos investidos. Uma forma possível é alocando os recursos do plano em ativos de renda fixa que tenham prazo e fluxo financeiro equivalentes ao passivo. O modelo será implementado gradualmente nos planos de benefício definido, entre eles os PPSPs, que são mais maduros e contam com mais de 90% dos seus participantes em fase de recebimento de benefícios. Na prática, a situação atual de mercado permite à Petros adquirir títulos públicos federais com taxas atrativas, gerando a rentabilidade necessária para o cumprimento das obrigações com os participantes. Com isso, os fluxos de recebimentos desses papéis, isto é, o valor de resgate na data de vencimento, ficam compatíveis com o fluxo de pagamento dos benefícios dos planos. Nesse contexto, importante esclarecer que, pela primeira vez em dois anos, as NTNBs (títulos públicos federais) estão pagando o equivalente à meta atuarial dos planos, e que essas compras são feitas com base em estudos de liquidez, elaborados pela área de Riscos.

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”Agora que temos uma estrutura robusta de governança de investimentos e tomada de decisões, com rigoroso e constante controle de riscos, que propiciam maior clareza e eficiência na gestão dos ativos, podemos dar foco à imunização da carteira dos planos. Essa estratégia é compatível com os desafios impostos pelo cenário econômico, que exige mais cautela aos investidores institucionais. Nosso objetivo é elevar a segurança do portfólio global de investimentos, protegendo o patrimônio dos participantes. Com isso, aumentamos a previsibilidade do comportamento dos investimentos, gerando mais solidez para os planos no longo prazo”, explica o diretor de Investimentos da Petros, Paulo Werneck.

Com a estratégia voltada para a renda fixa, outra novidade é a redução do limite máximo das alocações em renda variável, de 40% para 30%. É importante lembrar, porém, que a composição real das carteiras varia de acordo com o perfil de cada plano. Em planos maduros, como os PPSPs, o percentual de ativos alocados nesse segmento é um pouco menor, enquanto nos planos em fase de acumulação, como é caso do PP-2, a exposição em renda variável é levemente maior.

Diversificação do portfólio

Em se tratando de gestão de investimentos, o equilíbrio das estratégias é fundamental. Por isso, seguiremos conduzindo uma gestão focada na diversificação do portfólio para alcançar os retornos esperados, a exemplo do trabalho de desconcentração das carteiras que vem sendo realizado, mirando as boas oportunidades do mercado.

A estratégia de investimento no exterior, que teve início no segundo semestre do ano passado, está mantida, sendo mais uma opção de diversificação e proteção das carteiras dos planos. Porém, novas alocações neste segmento serão avaliadas considerando sempre as condições macroeconômicas e o perfil de cada plano.

Para os imóveis, a estratégia é reduzir a vacância, movimento que já vem sendo realizado desde o fim de 2019, e que permitiu uma queda de quase 22,4 pontos percentuais (p.p.) no índice de vacância da nossa carteira, de 41,7% para 19,3%, um desempenho bastante expressivo, considerando os impactos provocados no setor pela pandemia de Covid-19. Além disso, a Petros segue avaliando oportunidades de desinvestimento de ativos que não têm o perfil da Fundação e geram custos de administração abaixo do objetivo de retorno, dando continuidade ao movimento que vem sendo realizado pela Petros, em cumprimento à Resolução CMN 4661, que estabelece prazo até 2030 para venda ou transferência desses ativos para fundos imobiliários, bem como a vedação de investimentos diretos nessa classe de ativos, sendo a sua gestão feita única e exclusivamente por meio de fundos imobiliários.

Em relação aos investimentos estruturados, a Petros segue sua política de desinvestimento e reciclagem da carteira de FIPs. Paralelamente, realizamos um trabalho de fortalecimento da governança desta modalidade de investimentos, estudando as melhores práticas e experiências bem-sucedidas no Brasil e no mundo, e desenhando novos normativos, para ampliar a robustez do processo de análise de risco, seguindo as melhores práticas da indústria.

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