Os irmãos Wesley e Joesley Batista não conseguiram reduzir – de R$ 10,3 bilhões para R$ 3,6 bilhões – a multa imposta à J&Fno acordo de leniência firmado com o MPFpor conta dos crimes cometidos por empresas do grupo e descobertos pela Lava Jato. A alegação da holding no caso foi a existência de erros na fundamentação jurídica e nas premissas contábeis que serviram de base para que o valor da multa fosse definido.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A decisão de ontem (10) do Conselho Institucional do Ministério Público Federal foi calcada no argumento de que, ao colegiado, “cabe tão somente a homologação, ou não, do acordo, sem a possibilidade de imiscuir-se no convencionado na base”. Essa negativa do MPF é apenas mais um capítulo da leniência da J&F, que foi firmada sob muitas polêmicas.
Uma delas envolveu o uso de informação privilegiada no mercado financeiro pelos irmãos Batista. Os dois são investigados desde 2019 pela CVM por supostamente terem usado as informações prestadas às autoridades para lucrar com a oscilação da cotação do dólar. O caso também foi parar na Justiça, com direito à denúncia do MPF.
Ainda em relação a essa leniência, a J&F está há mais de três anos sem cumprir uma das imposições do acordo, que é investir R$ 2,3 bilhões em projetos sociais pelos próximos 25 anos – procurada, a companhia não respondeu aos questionamentos do Bastidoraté a publicação desta notícia.
São situações como essa que levam o ministro Gilmar Mendes a afirmar que o STF “tem um encontro marcado” com as delações firmadas em decorrência das investigações da Lava Jato. Um advogado que transita há muitos anos no STF disse ao Bastidor que a revisão de delações premiadas e acordos de leniência pelo Supremo dependerá do caso que será julgado.
https://obastidor.com.br/justica/jf-nao-consegue-reduzir-multa-de-103-bi-em-leniencia-2665
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