Previ quer mais clareza sobre informações ESG das companhias | Finanças | Valor Econômic o

Estudo da Previ e da iniciativa internacional PRI analisou políticas de integridade de companhias

Os investidores demonstram cada vez mais preocupação com as questões ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês), e também com integridade, um tema que vem sendo observado de perto pela Previ, o maior fundo de pensão do Brasil. “Queremos fortalecer e melhorar a qualidade dos ativos disponíveis, além de criar um ambiente de negócios mais sadio para o país”, afirmou o presidente da entidade, Daniel Stieler, ao participar do encontro de governança corporativa realizado ontem.

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A Previ, em conjunto com a iniciativa internacional Princípios para o Investimento Responsável (PRI, na sigla em inglês), realizou um trabalho para compreender como as políticas e procedimentos relacionados ao tema integridade têm contribuído para a boa governança das empresas. As medidas são recentes, mas a intenção das companhias em demonstrar essas políticas é clara, segundo o levantamento. “Para que haja a possibilidade de incorporação do tema nas oportunidades de investimento, as empresas precisam ampliar a divulgação em relação a esses pilares, bem como os principais indicadores de efetividade dos princípios de integridade”, disse Stieler.

O trabalho ouviu 12 empresas listadas em bolsa. Depois de escândalos de corrupção no Brasil envolvendo companhias abertas, estatais ou privadas, legislação e novas regras pressionam as empresas a adotarem medidas mais efetivas de combate à corrupção. No entanto, o estudo lembra que ainda há uma escassez de informação no Brasil quanto a orientações de como essas medidas podem ser materializadas.

Apesar de todas as empresas pesquisadas disponibilizarem informações sobre integridade, código de ética e condutas, não há um padrão para a divulgação dessas práticas.

Foram analisados pontos como o comprometimento da alta direção, gestão do programa de integridade e treinamentos sobre o tema, por exemplo.

“Pretendemos falar sobre a importância para o mercado dos melhores relatos, que sejam cada vez mais completos e integrados, bem como sobre quais são as dificuldades encontradas pelas empresas, para atender a cobrança dos investidores”, disse o presidente do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

A agenda ESG veio para ficar e é necessário incluí-la nas discussões dos conselhos fiscais e de administração de maneira responsável, disse o presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, ao participar do evento da Previ ontem. “A agenda de energias renováveis, reflorestamento e neutralização de emissão de gás de efeito estufa são temas da atualidade e requerem a atenção de todos nós”, afirmou o executivo.

As informações de natureza ambiental, social e de governança antes eram consideradas acessórias e hoje são essenciais para formar uma avaliação completa de uma empresa, disse a conselheira e especialista em governança corporativa Vânia Borghert. “Muitas vezes uma empresa fazer um relatório [envolvendo o tema] é considerado um custo de observância caro. Na verdade, é muito mais caro a empresa não ter esse tipo de controle.” Hoje, os dados ESG são considerados da categoria “pré-financeira”, segundo Vânia, que também tem contabilidade entre as suas especialidades.

“Se a empresa não gere bem os fatores ESG ela vai incorrer em despesas no fluxo de caixa futuro e estará sujeita a incorrer perdas com riscos financeiros que não são bem administrados”, acrescentou.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2021/12/02/previ-quer-mais-clareza-sobre-informacoes-esg-das-companhias.ghtml

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