Ex-presidente da Previ renuncia ao conselho da Vale

José Maurício Coelho deixa cargo no colegiado da mineradora, que terá de fazer nova eleição em abril de 2022

Quase seis meses depois de deixar a Previ, o ex-presidente da fundação José Maurício Coelho renunciou ao cargo de conselheiro da Vale, informou ontem a companhia. Caberá ao conselho de administração da mineradora definir o substituto temporário para a vaga ocupada por Coelho. O escolhido ficará no cargo até a próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Vale, que deve ser realizada em abril de 2022. Na ocasião, 12 dos 13 integrantes do colegiado da empresa terão que passar por nova eleição para cumprir um ano, o restante do mandato de dois anos.

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A nova eleição do colegiado da Vale será necessária uma vez que 12 dos 13 representantes da mineradora no conselho de administração foram eleitos, em maio deste ano, por meio do voto múltiplo, sistema que permite aos acionistas concentrar voto em determinados candidatos. A exceção a essa regra foi o representante dos empregados, eleito pelos funcionários.

Pela lei da S.A. quando há renúncia de um membro eleito pelo voto múltiplo, todos os demais integrantes do colegiado escolhidos por esse sistema são destituídos, e precisam passar por nova eleição em assembleia. A destituição do colegiado em caso de renúncia está prevista no parágrafo terceiro do artigo 141 da Lei das Sociedades Anônimas (6.404/76).

Assim, se prevê nova eleição para o conselho em abril de 2022, para cumprimento da parte final do mandato de dois anos que começou em maio de 2021, e nova eleição em abril de 2023, para novo mandato. O conselho originalmente eleito este ano, do qual Coelho fazia parte, teria mandato até 2023. Na prática, haverá escolha de todo o órgão colegiado da Vale em 2021, 2022 e 2023.

O ex-presidente do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil havia sido eleito no início de maio. Alguns dias depois, quase no fim daquele mês, Coelho renunciou ao cargo na Previ, mas seguiu no conselho da mineradora, mas não mais como presidente, cargo que, tradicionalmente, o presidente da Previ ocupava até o fim do acordo de acionistas da empresa em 2020. Ele foi “chairman” da Vale entre 2019 e 2021. A Previ continua a ter tem posição acionária relevante na Vale mesmo depois do fim do acordo de acionistas.

Em 2017, a Vale iniciou um processo para se transformar em corporação, empresa sem controle acionário definido. A assembleia de 2021 elegeu o primeiro conselho depois dessa transformação. A Vale apresentou lista de 12 candidatos, com apoio dos acionistas de referência (Previ, Bradespar e Mitsui). Grupo de investidores liderados pela Geração Futuro LPar lançaram nomes alternativos e a eleição se deu por voto múltiplo. O grupo de referência elegeu oito nomes e os alternativos, quatro.

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/11/23/ex-presidente-da-previ-renuncia-ao-conselho-da-vale.ghtml

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