O senador Flávio Bolsonaro, filho mais influente do presidente, resolveu estender seus domínios à Agência Nacional do Petróleo, a ANP, segundo duas fontes com conhecimento do plano. Ele pretende emplacar direta ou indiretamente os próximos três diretores da agência.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A estratégia passa pela indicação do advogado Walter Agra numa das vagas. O senador ainda busca outros nomes para as demais diretorias; aliados dele, no Congresso e no setor de petróleo, procuram profissionais de mercado para compor a estrutura da agência. O PP e os empresários com os quais o principal partido do centrão trabalham participam da operação silenciosa para tomar de assalto a agência.
Hoje, há duas diretorias abertas na ANP. Uma terceira vaga será aberta em breve com o término do mandato de Dirceu Cardoso. A agência, segundo diretores e ex-diretores, além de servidores, está uma bagunça. Sem uma cúpula formal e completa, não há previsibilidade e o planejamento é precário. Até hoje há apaniguados do PCdoB em setores da agência – o partido era a principal força política na ANP durante os governos do PT.
Não é fortuito que os senadores recusem-se, desde dezembro do ano passado, a votar em plenário o nome de Tabita Loureiro, cuja indicação a uma diretoria da ANP foi aprovada em comissão. Entre integrantes do centrão e pessoas próximas à família Bolsonaro, ela é classificada como “comunista”.
https://obastidor.com.br/economia/o-plano-de-flavio-bolsonaro-para-dominar-a-anp-2000
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