Esteves Colnago foi denunciado na operação greenfield em janeiro de 2020. Desde então, processo caminha a passos lentos
O novo secretário do Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, responde à ação na Justiça por supostas fraudes em fundos de pensão de empresas.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Ex-chefe de relações institucionais da pasta, Colnago vai assumir o cargo depois da debandada de quatro secretários contrários às articulações do Auxílio Brasil. Ele é economista, comandou a Secretaria Especial de Fazenda e também foi ministro do Planejamento no governo de Michel Temer.
O secretário foi denunciado em 9 de janeiro de 2020, data em que havia acabado de assumir a pasta de relações institucionais. A operação greenfield do Ministério Público Federal (MPF) denunciou ele e outras 28 pessoas por gestão temerária dos fundos.
A investigação apura o prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos fundos de pensão Petros (funcionários da Petrobras); Funcef (colaboradores da Caixa Econômica Federal); Previ (funcionários do Banco do Brasil); e Valia (trabalhadores da Vale).
Em 2012, Esteves Colnago era membro do conselho deliberativo da Funcef e votou para aprovar o aporte de novas cotas do Fundo de Investimentos e Participações (FIP) Sondas, veículo de investimentos da empresa Sete Brasil Participações. A empresa seria responsável pela construção de sondas para explorar o pré-sal. Ele nega irregularidades.
A denúncia foi aceita em 17 de janeiro de 2020 pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. De lá para cá, porém, o processo caminha a passos lentos, segundo fontes que acompanham o caso.
À época, o juiz abriu prazo para manifestação das defesas dos réus, mas deixou de atuar no caso em dezembro do mesmo ano, quando assumiu o cargo de juiz instrutor no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O processo está concluso para decisão desde junho de 2021.
Colnago também responde à ação cível por improbidade administrativa com base nos mesmos fatos. Depois de imbróglio sobre a competência para julgar o processo, ele foi enviado em junho de 2021 para ser analisado no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Também aguarda decisão.
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