A 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro manteve hoje (19/08) sua decisão anterior, tomada em 27 de janeiro, na qual condenou a Bradespar ao pagamento do valor histórico de R$ 1,41 bilhão à Litel, o veículo de investimento que reúne as participações da Previ, Petros, Funcef e Vivest no capital da Vale. O pagamento imposto ao braço de participações do Bradesco, sócio da Litel na Vale, não inclui correção monetária.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Apesar da confirmação da condenação, a decisão reduziu o valor dos honorários advocatícios ao percentual de 2% da condenação.A disputa entre as partes refere-se ao valor pago na liquidação da sentença arbitral envolvendo o chamado “Call Citibank”, nome dado à uma cláusula contratual da época da privatização da mineradora, ocorrida em 1997, que dava à Elétron, um veículo de investimento montado pelo Opportunity para o Citibank, o direito de exercer opção de compra das ações do consórcio vencedor nos meses seguintes à privatização.
Essa cláusula de opção de compra das ações teria sido exercida pela Elétron poucos meses após a privatização, mas o consórcio vencedor, que na época incluía também a siderúrgica CSN, em descumprimento ao contrato não quis entregar as ações. Abriu-se então uma disputa jurídica que durou até 2018, quando num processo de arbitragem a Litel e a Bradespar concordaram em pagar R$ 2,82 bilhões à Elétron, já então sob controle do Opprtunity de Daniel Dantas, para encerrar o longo litígio. Metade desse valor foi desembolsado pela Litel e a outra metade pelo Bradespar.
A Litel, entretanto, alegando que não teve responsabilidade pelos desacertos passados, passou a pedir à Bradespar o ressarcimento do valor desembolsado por ela. Com esse objetivo, entrou com ação na Justiça do Rio de Janeiro, que em primeira instância deu decisão favorável à Bradespar. Em 27 de janeiro, no entanto, a Justiça do Rio de Janeiro revisou a decisão anterior dando ganho de causa ao recurso da Litel. A Bradespar recorreu mas a 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro manteve a decisão de janeiro a favor da Litel. A Bradespar afirmou que a decisão ainda está sujeita recursos nos tribunais superiores.
A Previ é o maior dos fundos de pensão com participação na Litel, com 80,62% do total, enquanto a Petros possui participação de 6,94%.
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