Aposentados e pensionistas do Sistema Petrobras realizam, nesta terça-feira (17), uma manifestação em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no bairro do Comércio, em Salvador, onde tramita, na 18ª Vara, uma ação que pede a condenação da Petrobras e da Petros (fundo de pensão da categoria) pelo descumprimento da cláusula 34 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos petroleiros.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O ato tem como objetivo chamar a atenção da sociedade e da justiça do trabalho para a situação deste segmento da categoria petroleira que sofre com os descontos considerados abusivos do seu plano de saúde, a AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde), ocasionados pelo descumprimento do ACT, por parte da Petrobras. A mobilização seguirá os protocolos de prevenção à Covid -19 (uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento entre as pessoas). O problema atinge cerca de 18 mil aposentados e pensionistas da estatal na Bahia.
Devido ao descumprimento do acordo, eles tiveram aumentos de até 300% (somados aos outros descontos) nas mensalidades que pagam para utilizar a AMS. O Sindipetro Bahia condena “os aumentos excessivos que causam um grande impacto na vida financeira destas pessoas. Muitos estão tendo dificuldade para comprar alimentos e remédios, pois devido aos descontos recebem contracheques com valores quase zerados”.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindipetro Bahia tentaram resolver esta situação através de reuniões e negociações com a direção da Petrobras, mas não tiveram sucesso. Por isso, entraram com ação na justiça denunciando o descumprimento do ACT.
Na ação, a assessoria jurídica do Sindipetro pede que seja declarado ilegal o aumento de 13% para 30% da margem consignável de desconto da AMS na folha de pagamento dos petroleiros. Em sua tese, os advogados sustentam que o novo aumento não respeita a priorização prevista no parágrafo primeiro da cláusula 34 do ACT 2020/2022 da Petrobras, o que significa que a Petrobras está descumprindo o acordo, causando prejuízos irreparáveis à categoria petroleira.
O Sindipetro solicita à justiça que a Petrobras e a Petros sejam condenados a devolver todos os valores pagos pelos empregados, aposentados e pensionistas que ultrapassem o limite de 13% da margem consignável (parcelas vencidas e vincendas).
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