Federação Única dos Petroleiros flagrou receita com indicação do medicamento; mortes por Covid-19 subiram 125% em duas semanas
Por Robson Bonin 15 jun 2021, 16h12
Rio de Janeiro, Brazil, 11 July 2016: Petrobras headquarters building view on Avenida Chile, in downtown Rio. The company was the victim of billions of dollars of losses caused by government corruption. (Photo by Luiz Souza/NurPhoto via Getty Images) Luiz Souza/NurPhoto/Getty Images
Denúncia da Federação Única dos Petroleiros mostra que, em apenas dois meses e dez dias, mais que dobrou o número de trabalhadores mortos por Covid-19 na Petrobras, segundo o Boletim de Monitoramento divulgado nesta terça pelo Ministério de Minas e Energia. São 45 óbitos registrados nesta semana, iniciada em 14 de junho, alta de 125% em relação às 20 mortes apuradas pelo ministério em 5 de abril.
Para piorar a situação, a estatal, segundo a entidade sindical, deu para replicar o tratamento precoce suicida do bolsonarismo. “A Petrobras está receitando Ivermectina para seus empregados, segundo comprova receita fornecida a trabalhadores da empresa contaminados ou com suspeita de contaminação pela doença. O Sindipetro-NF e a FUP vêm recebendo denúncias nesse sentido”, diz a entidade.
A OMS condena o uso de Ivermectina no tratamento para a Covid-19; além da comprovada ineficácia, existem os efeitos colaterais. A insistência neste tratamento contraria não só os protocolos dos órgãos de saúde mundial: a própria farmacêutica Merck, que fabrica o medicamento, declarou em comunicado oficial que, na análise de seus cientistas, não há eficácia no uso do medicamento para a Covid-19.
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