Petrobras tem novos gerentes

Petroleira define primeiras mudanças ligadas a gerentes e assessores ligados ao alto escalão

Em 7/06/2021

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A nova Diretoria da Petrobras já começou a definir as primeiras mudanças nas gerências da linha de frente da Presidência e das Diretorias de E&P, Desenvolvimento da Produção e Relacionamento Institucional e Sustentabilidade. Após pouco mais de um mês da gestão de Joaquim Silva e Luna, pelo menos sete áreas do alto escalão da petroleira estão sob novo comando.

Os diretores Fernando Borges (E&P) e João Herinque Rittershaussen (Desenvolvimento da Produção) optaram por manter a maior parte dos gerentes, mexendo apenas em três áreas da linha de frente. A estratégia adotada pelos dois executivos segue em linha com a opção feita por seus antecessores, Carlos Alberto de Oliveira e Rudimar Lorenzatto, durante a gestão de Roberto Castello.

Na área de Desenvolvimento da Produção, Rittershaussen nomeou José Carlos Travassos para assumir a Gerência Executiva de Sistemas de Superfície, Refino, Gás e Energia (SRGE), área que antes, na gestão do ex-diretor Rudimar Lorenzatto, era comandada por ele. O novo gerente executivo respondia pela GE de Águas Profundas, ligada à Diretoria de E&P.

Com a ida de Travassos para outra área, Fernando Borges nomeou Eduardo Bordieri para assumir a Gerência Executiva de Águas Profundas (AGP). O executivo foi trazido do quadro da Diretoria de Desenvolvimento da Produção, onde ocupava o cargo de gerente geral de Gestão Integrada de Recursos e Projetos (GIRP).

Para cobrir a vaga de Bordieri, Rittershaussen indicou Leonardo Maues. Considerada sutis, as mudanças prometem ser bem recebidas pelo mercado, já que representam um remanejamento de parte dos executivos da linha de frente das áreas de E&P e de Desenvolvimento da Produção.

Escolhas de Silva e Luna

Já o presidente Joaquim Silva e Luna nomeou o general Jorge Ricardo Áureo Ferreira para a Chefia de Gabinete. O militar, que era assessor especial de Silva e Luna na Itaipu Binacional, ocupará o cargo que era comandado por Pedro Brancante, funcionário de carreira da petroleira.

Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército (Eceme), Áureo Ferreira é braço direito de Silva e Luna. O militar recém-nomeado acompanha o atual presidente da Petrobras desde 2005, quando Silva e Luna foi chefe de gabinete do comandante do Exército.

O novo presidente da Petrobras trouxe também para a petroleira o coronel Ricardo Pereira Bezerra, nomeado como seu assessor. O militar atuava como assessor de Silva e Luna na Itaipu Binacional.

Para a Gerência Executiva de Recursos Humanos, área também vinculada diretamente à Presidência, Silva e Luna optou por uma escolha doméstica, nomeando Juliano Mesquita Loureiro. Considerada uma das áreas administrativas de mais sensíveis da Petrobras, a gerência vinha sendo comandada interinamente por Pedro Brancante, desde o final de março, quando Cláudio da Costa deixou o comando da área após ser desligado da companhia por suspeita de insider trading.

A opção por um nome do quadro de funcionários para comandar a área de RH pode ajudar a apaziguar os ânimos internos, sobretudo o clima junto aos sindicatos. A gestão de Cláudio da Costa, trazido do mercado pelo ex-presidente Roberto Castello Branco, foi considerada conturbada e pouco diplomática.

Ao que tudo indica, Silva e Luna não deve promover mudança na Gerência Executiva de Gestão de Portifólio, responsável por conduzir o programa de desinvestimento da petroleira. A área é comandada, há dois anos e cinco meses, por Ana Paula Lopes do Vale Saraiva, que gerencia, no momento, mais de 30 processos de venda de ativos.

Demais diretores

Já o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Roberto Ardenghy, optou por trazer Pedro Brancante para ocupar a Gerência Executiva de Relacionamento Externo. A área era comandada por Fernando Borges, tendo ficado vaga após a indicação do executivo para a Diretoria de E&P.

Bem visto no alto escalão da petroleira, Brancante foi chefe de Gabinete de Roberto Castello Branco. Nos últimos dois meses, o executivo conciliava, interinamente, o cargo de gerente executivo de Recursos Humanos.

Por enquanto, os diretores Rodrigo Araújo Alves (Financeiro e de Relacionamento com Investidores) e Cláudio Mastella (Comercialização e Logística) ainda não bateram martelo sobre suas escolhas e mudanças. Os dois executivos terão que nomear pelos menos dois novos gerentes executivos para ocupar as pastas comandadas por eles até antes da nomeação para a Diretoria Executiva da Petrobras, ou seja, Contabilidade e Tributário e Comercialização no Mercado Interno.

Desde a nomeação de Mastella e Alves, as duas gerências executiva estão sendo comandadas de forma interinamente. O PetróleoHoje procurou a Petrobras para saber os nomes dos gerentes provisórios, mas até o fechamento da edição não teve retorno da assessoria de imprensa.

Não há sinalização até o momento se os dois diretores optarão por fazer apenas mudanças essenciais, a exemplo de Fernando Borges e João Henrique Rittershaussen, ou se adotarão um número maior de substituições. A aposta do mercado é por substituições pontuais.

No caso da Diretoria Financeira e de Relacionamento com Investidores, o foco de atenção do mercado se volta à Gerência Executiva de Suprimentos de Bens e Serviços, comandada, no momento, de forma interina por Marina Quinderé Burnett Corredor Barbosa. A área é responsável por gerenciar e executar todos os processos de compras, desde simples itens até equipamentos de porte, como FPSOs.

Marina Barbosa foi nomeada em maio, após o desligamento de Rodrigo Ugarte, ex-gerente executivo da área.

A Diretoria Financeira e de Relacionamento com Investidores possui seis gerências executivas (Finanças, Contabilidade e Tributário, Desempenho Empresarial, Relacionamento com Investidores, Riscos Empresariais e Suprimentos de Bens e Serviços) e duas gerências gerais (Controle de Operações Financeiras e Comerciais e Supervisão Integrada de Planos de Previdência).

Já a estrutura da área de Comercialização e Logística, é formada por cinco GEs (Logística de E&P, Logística, Desenvolvimento de Negócios de Logística, Comercialização no Mercado Interno e Comercialização no Mercado Externo) e uma gerência geral (Gestão de Planejamento de Estoques e Armazenagem).

Outra área da Petrobras que poderá sofrer mudança no comando de parte das gerências é a de Governança e Conformidade, comandada pelo novo diretor Salvador Dahan, que tomou posse em meados de maio. A Diretoria conta com duas gerências executivas, sendo uma voltada para Governança e outra para Conformidade, além de uma gerência geral de Integridade Corporativa.

O processo de indicação/nomeação de novos gerentes segue um trâmite interno. As escolhas são apreciadas pela diretoria executiva, durante as reuniões semanais do colegiado.

https://petroleohoje.editorabrasilenergia.com.br/petrobras-tem-novos-gerentes/

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