As ações ordinárias da BRF pararam de ser negociadas na B3 e entraram em leilão ao atingirem uma alta de 10,62%, a R$ 25,62. Ao saírem do leilão, os papéis ampliaram a alta, em reação à notícia exclusiva divulgada pelo Pipeline de que a Marfrig está comprando papéis ordinários (ON) da BRF, dona das marcas da Sadia e Perdigão, em estratégia coordenada com o J.P. Morgan de compras à vista e aluguel.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Às 16h10, BRF ON subia 14,68%, liderando as altas do Ibovespa, mas desacelerando-se em relação aos ganhos de 17,36%, registrados assim que o papel saiu do leilão.
Operadores das mesas de renda variável chamam a atenção para o movimento no aluguel de ações da BRF ON. Entre a sexta-feira passada (dia 14) e ontem, a quantidade de ações do frigorífico alugadas subiu de pouco menos de 47,5 milhões para 106,66 milhões, com o volume subindo de R$ 1,035 bilhão para R$ 2,276 bilhões e o preço médio da posição caindo de R$ 21,8200 para R$ 21,3418.
Segundo profissionais, o mercado passou a especular que o aluguel de BRF3 estava aumentando em função da alta recente do papel. “Olha o quanto o aluguel subiu, sendo que o papel não para de subir”, comenta um operador de uma corretora nacional. Ao mesmo tempo, ele ressalta que só o J.P. Morgan havia comprado quase 16 milhões de ações ON do frigorífico só nesta semana.
Conforme apurou o Pipeline, a Marfrig é o investidor que está comprando aos montes ações da BRF, em estratégia coordenada com o J.P. Morgan de compras à vista e aluguel. Trata-se do estilo de Marcos Molina, controlador da Marfrig, de deter direitos políticos. Leia a íntegra da reportagem no Pipeline, o site de negócios do Valor Econômico.
“Parece que ele alugou o papel para ter uma participação maior na empresa e ter maior influência em uma possível reunião do Conselho”, comenta outro operador da mesa de renda variável de uma corretora local. “Quem fazia isso, mas através de [operação a] termo era o Benjamim Steinbruch, da CSN”, lembra o profissional. “E acho que o Cade não aprova o Molina no conselho da BRF assim como não aprovou o Steinbruch na Usiminas”, completa o operador, citando o órgão regulador brasileiro.
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