Após dez meses seguidos de alta, a gasolina teve a primeira queda de preço
A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou de 0,93% em março para 0,31% em abril. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril de 2020, o IPCA teve deflação, de 0,31%.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A taxa de abril de 2021 ficou pouco acima da mediana das projeções de 35 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de um avanço de 0,29%. O resultado de março ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de 0,24% a 0,43%.
No acumulado em 12 meses, o IPCA acelerou a alta para 6,76% em abril, acima dos 6,10% acumulados até março. O resultado ficou acima do centro da meta inflacionária estabelecida pelo Banco Central (BC), de 3,75% para 2021- sendo que a meta tem margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. Para o resultado acumulado em 12 meses, a mediana das estimativas do Valor Data era de 6,73%, com projeções entre 6,43% e 6,89%.
Após dez meses seguidos de alta, a gasolina teve a primeira queda de preço, com deflação de 0,44%. Em março, o preço da gasolina tinha subido 11,26%. Assim, o grupo Transportes, que vinha exercendo a principal pressão nos preços por causa da gasolina, teve deflação de 0,08% em abril, após altas de 2,28% em fevereiro e 3,81% em março.
O grupo de Saúde e cuidados pessoais, por sua vez, subiu 1,19% e respondeu por metade (0,16 ponto percentual) da alta de 0,31% de abril. A segunda maior contribuição veio de Alimentação e bebidas, com alta de 0,40% e influência de 0,09 ponto percentual.
Dentre as demais classes de despesas usadas para cálculo do IPCA, Habitação aumentou 0,22% em abril, após variação de 0,81% em março. Em Artigos de residência, a taxa passou de 0,69% em março para 0,57% em abril. Despesas pessoais foram de 0,04% para 0,01% de elevação, considerando a mesma base de comparação.
Em Vestuário, houve aceleração da alta, de 0,29% para 0,47% de março para abril, enquanto Educação, que tinha registrado deflação de 0,52% em março, subiu 0,04% em abril. Comunicação, por sua vez, deixou queda de 0,07% para aumento de 0,08%.
O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de uma 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.
A inflação se espalhou mais pelos produtos e serviços que compõem o IPCA em abril. O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e atividades que tiveram aumento de preços, subiu, de 62,6% em março, para 65,5% um mês depois, maior percentual desde janeiro, também 65,5%, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.
Excluindo alimentos, grupo considerado um dos mais voláteis, o indicador também mostrou uma maior abrangência das altas de preços, de 60,8% para 64,1%, maior nível desde dezembro de 2020, quando a inflação havia se espalhado por 69,4% da cesta do IPCA por esses parâmetros.
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