Os movimentos ambientalistas Amazon Rebellion e XR Money Rebellion realizaram nesta sexta-feira (30), em Londres, no Reino Unido, um ato contra a gigante financeira BlackRock, a maior em gestão de ativos no mundo, por possuir relação com a destruição da Amazônia. Os ambientalistas pediram que fundos de pensão retirem seus ativos da gestora.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!No ato “Parem os fundos de pensão que contribuem para a destruição da Floresta Amazônica”, realizado na frente da sede do Fundo de Pensão Avon (APF) e do Fundo de Pensão do Transporte de Londres (TfL), os ativistas exibiram cenas de florestas desmatadas e queimadas e perguntavam “Você quer sua pensão financiando isso?”. As imagens foram acompanhadas por uma compilação de trilha sonora de motosserras, madeira queimando e animais gritando de terror.
Em ação conjunta ,os movimentos entregaram cartas aos diretores de fundos de pensão pedindo que ajudem a proteger a Floresta Amazônica e retirem suas participações da BlackRock. Os movimentos alegam que a gestora é a maior investidora em empresas por trás do desmatamento na Amazônia e no mundo.
“A BlackRock tem investido fortemente em empresas que estão causando uma catástrofe climática na Amazônia, e é por isso que estamos convocando o Fundo de Pensão do Transporte para Londres a se desfazer com urgência da BlackRock”, disse Claude Fourcroy, porta-voz da XR Money Rebellion, durante o ato.
“Um novo relatório publicado pela Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) em parceria com a Amazon Watch, mostra como as principais instituições financeiras internacionais estão ligadas a conflitos por terras indígenas, desmatamento ilegal, grilagem de terras, enfraquecimento das proteções ambientais e da produção e exportação de commodities de conflito. A BlackRock fez pouco para demonstrar o compromisso de realmente encerrar seu papel em causá-lo. Os fundos de pensão agora devem desempenhar um papel essencial para garantir o futuro da Amazônia, alienando suas participações na BlackRock”, disse Marta Ribeiro, da Amazon Rebellion.
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