O Conselho de Administração da Petrobraselegeu o general da reserva Joaquim Silva e Luna para o cargo de presidente e definiu a nova diretoria que vai comandar a companhia, após as mudanças na gestão promovidas pelo governo federal. Reunião foi realizada nesta sexta (16).
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Quatro novos diretores foram escolhidos pelo conselho, todos funcionários de carreira da Petrobras, para substituir os executivos que manifestaram a intenção de deixar a companhia:
- Fernando Borges: diretoria de Exploração e Produção, no lugar de Carlos Alberto Pereira de Oliveira;
- João Henrique Rittershaussen: Desenvolvimento de Produção e Tecnologia, na vaga ocupada por Rudimar Lorenzatto;
- Claudio Mastella: Comercialização e Logística, substituindo André Chiarini;
- Rodrigo Araújo Alves: Finanças e Relações com Investidores, no lugar de Andrea Almeida;
O quadro de sete diretores fica completo com a recondução de Nicolás Simone (Transformação Digital e Inovação); Roberto Ardenghy (Relacionamento Institucional e Sustentabilidade); e Rodrigo Lima e Silva (Refino e Gás Natural), que assumiu recentemente após Anelise Lara decidir deixar a Petrobras.
“As indicações dos executivos foram objeto de prévia análise pelo Comitê de Pessoas que assessora o Conselho de Administração da Petrobras”, informou a companhia.
O general da reserva Joaquim Silva e Luna deixou o cargo de diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional este mês, por decisão do governo, encabeçada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que não aprovava o então presidente da estatal Roberto Castello Branco, escolhido por Paulo Guedes na transição de governo em 2018.
A transição é conturbada. Além de ações judiciais que acusaram o governo de interferência na governança da Petrobras, a troca é vista com desconfiança pelo mercado financeiro, que sempre apoiou a condução de Castello Branco.
Houve também um questionamento sobre o enquadramento da experiência militar e executiva de Silva e Luna na lei que rege a escolha de dirigentes de estatais.
De fevereiro para cá, Bolsonaro já afirmou diversas vezes que é contra a política de preços de derivados da Petrobras, inclusive disse que com a chegada de Silva e Luna pode mudar a forma como a companhia precifica os combustíveis no mercado nacional. A Petrobras, com quase 100% da capacidade nacional de refino, é a formadora de preços de derivados.
Durante a escolha dos novos conselheiros no início da semana, o advogado Marcelo Gasparino, eleito para o CA como representante dos acionistas minoritários, indicou que após a posse vai renunciar para forçar a convocação de uma nova eleição. Isso pode adiar a posse de Silva e Luna na presidência da empresa.
Os minoritários tentaram garantir maior representatividade no conselho da empresa e há questionamentos sobre as eleições.
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