A Petrobras deverá fornecer a auditores do Tribunal de Contas da União detalhes de contratos milionários firmados com escritórios de advocacia a título de serviços de tecnologia forense, apoio à investigação e assessoria jurídica. A informação foi noticiada pela jornalista Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A ordem foi dada pelo ministro do TCU Benjamin Zymler diante da recusa da estatal em apresentar os dados completos, sob a justificativa de que poderia comprometer estratégias sigilosas em ações judiciais.
Os contratos foram assinados entre 2015 e 2016 e ficaram em vigor até 2019, período em que floresceu a operação “lava jato”. Dentre eles consta o acordo com a banca Trench, Rossi e Watanabe Advogados, no valor de R$ 130 milhões. O escritório esteve no foco de imbróglio envolvendo o Ministério Público Federal e investigado pelo grupo de procuradores de Curitiba.
O caso envolve o ex-procurador da República Marcelo Miller, que deixou o MPF para atuar como advogado no escritório, em favor da J&F, dos irmãos Batista. Ele foi acusado de usar o cargo na Procuradoria-Geral da República e a proximidade com o então PGR, Rodrigo Janot, para ajudar os executivos.
Quando isso se tornou público, Janot pediu a rescisão dos acordos de colaboração, o que não ocorreu porque os irmãos Batista repactuaram o acordo com a PGR, no valor de R$ 1 bilhão. O caso ainda gerou ação penal contra Miller e e a advogada Esther Flesch, trancada por inépcia da denúncia pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 2019.
Outros dois contratos firmados pela Petrobras foram com Ernst & Young Assessoria, por R$ 330,8 milhões, e Gibson, Dunn & Crutcher LLP, por R$ 112,3 milhões. Só esses três acordos somam R$ 573 milhões, em valores da época.
https://www.conjur.com.br/2021-abr-03/tcu-manda-petrobras-detalhar-contratos-milionarios-escritorios
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