ESPECIAL: ALTA DA SELIC INCENTIVA FUNDO DE PENSÃO A MANTER CONCENTRAÇÃO EM RENDA FIXA



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São Paulo, 24/03/2021 – O início do ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) deve incentivar os fundos de pensão a manterem a concentração em renda fixa, mas com uma fatia de maior risco em fundos de investimento no exterior (IE), projetos de infraestrutura, saneamento e gás, e, se possível, em fundos de private equity com horizonte de longo prazo.

“Com a alta dos juros, as entidades devem manter a concentração na renda fixa, mas ainda há espaço para investimentos de longo prazo”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Luís Ricardo Martins, em entrevista exclusiva ao Broadcast.

Martins aponta que a diversificação está avançando via aportes em fundos multimercados ou de ações de investimento no exterior (IE). Também afirma que há interesse das entidades em aportar recursos em projetos de infraestrutura, saneamento básico e gás.

“Temos o marco do saneamento, a Lei do Gás e a necessidade de investimentos de infraestrutura. Falta o veículo (instrumento financeiro) mais adequado, que na nossa visão seria via private equity, nos fundos de investimentos em participações (FIPs), diz Martins. “Não podemos demonizar os FIPs, só precisamos de regras claras, transparência para que as entidades possam aportar recursos para o horizonte de longo prazo, com segurança e as devidas garantias.”

Investimento no exterior

O presidente da Abrapp lembrou que atualmente as fundações só podem investir, no máximo, 10% patrimônio gerido no exterior. “Já tem uma proposta no Conselho Monetário Nacional (CMN) para elevar essa fatia para 20%”, observou.

Levantamento da consultoria Aditus, de fevereiro de 2021, com dados de 119 entidades e 332 planos, mostrou que a alocação dos planos em investimento no exterior ainda é de pequena (2,32%), enquanto a renda fixa predomina (80,94%). A pizza se completa com renda variável (10,49%), investimentos estruturados (5,83%) e imóveis (0,43%).

Já estudo da consultoria Mercer realizado com 53 entidades, incluindo seis das dez maiores do país, que somam 219 planos e detêm R$ 275 bilhões em ativos, concluiu que parcela importante das entidades caminha para manter ou começar a investir parte do portfólio em ativos no exterior, buscando diversificação internacional em resposta a um ambiente de menores retornos no mercado local e de melhores produtos e estratégias no exterior. De acordo com os dados, 64% das entidades consultadas possuem investimentos no exterior, representando um montante de R$ 3,5 bilhões.

Sobre as estratégias de investimentos que vêm sendo realizadas ou programadas para 2021, as entidades pretendem diversificar seu portfólio com exposições em ações, renda fixa, hedge funds, private equity e imóveis.

http://www.broadcast.com.br//cadernos/financeiro/?id=UDVDWlE1V1U5cmFTNFJubHpIb2VuQT09

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