Alocação no exterior começa no segundo semestre, diz Funcef

A Funcef pretende começar no segundo semestre deste ano a alocação de recursos em ativos no exterior. Permitido a partir da Resolução CMN 4.661, de 2018, o investimento de fundos de pensão em ativos fora do país tem o limite regulatório de 10% da carteira, mas a fundação dos funcionários da Caixa Econômica Federal pretende iniciar essa alocação com 1,5% de sua carteira, um valor de cerca de R$ 1,2 bilhão.

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A diretora de investimentos da Funcef, Andrea Morata Videira, explica que a fundação já aprovou o produto e se debruça atualmente na finalização dos normativos internos. No segundo trimestre será a vez da seleção dos gestores terceirizados que serão responsáveis por escolher os ativos para investimento.

Andrea destaca que o objetivo com a alocação no exterior é aumentar a diversificação dos investimentos. Para tanto, serão selecionados entre três e quatro gestores no país, que terão um mandato muito claro.

“Um dos princípios é diversificar a carteira de renda variável. É uma diversificação não só de ativos, mas também de setores. Fora do Brasil consigo ter setores que não tenho no Brasil dentro da bolsa. Tenho vários, mas não tão segmentados como tem nos Estados Unidos, por exemplo”, diz Andrea, acrescentando que o objetivo não é ficar apenas na renda variável no exterior, mas também olhar possibilidades na renda fixa. “Claro que com taxas de juros básicos baixas não é tão trivial pensar em renda fixa”, diz.

O presidente da Funcef, Renato Villela, explica que os limites para aplicação não serão geográficos, mas sim relacionados ao rating de países de origem dos ativos. Logo, ativos de países com risco de crédito menor terão possibilidade de receber mais recursos, enquanto ativos de países com mais risco terão menos recursos disponíveis.

Andrea lembra, inclusive, que um ativo pode estar, por exemplo, listado na bolsa de Nova York, mas não ser americano. “Não é por estar na bolsa americana que ele pode ser elegido para a carteira”, destaca. “Não vamos cortar países emergentes, mas vamos limitar para não tomarmos tanto risco”, diz.

Villela frisa que a Funcef ficou “quase um ano” se preparando para o lançamento desse produto para alocação no exterior e ressalta que, na hora em que o fundo “abre o leque de possibilidades”, passa a ter mais chance de retornos maiores. Ele afirma, inclusive, que países com risco menor e já na categoria de grau de investimento, acabam também tendo maiores opções para alocação, uma vez que, por serem mercados mais maduros, têm um maior número de produtos disponíveis. (RR)

https://valor.globo.com/financas/noticia/2021/03/23/alocacao-no-exterior-comeca-no-segundo-semestre-diz-funcef.ghtml

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