Roberto Castello Branco será o indicado de minoritários à presidência do conselho da Val e

Pivô de uma queda de braço com Bolsonaro, que culminou com a sua demissão da Petrobrás, o executivo foi diretor da mineradora de julho de 1999 a janeiro de 2014

RIO – Um grupo de acionistas minoritários da Vale se articula para indicar uma lista de candidatos ao conselho de administração da mineradora, que ontem apresentou 12 nomes para o mandato 2021-2023. O Estadão/Broadcast apurou que o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, terá seu nome indicado ao comando do conselho. Pivô de uma queda de braço com o presidente Jair Bolsonaro, que culminou com o pedido de sua destituição da petroleira, o executivo foi diretor da Vale de julho de 1999 a janeiro de 2014.

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Além de Castello Branco, serão indicados mais três nomes: o já conselheiro independente Marcelo Gasparino, o ex-presidente da Associação dos Investidores no Mercado de Capitais (Amec) Mauro Rodrigues da Cunha e a CEO da Lacoste, Rachel de Oliveira Maia. Procurada, a Vale disse que não iria comentar o assunto.

Roberto Castello BrancoRoberto Castello Branco foi diretor da Vale de julho de 1999 a janeiro de 2014. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-presidente da Associação dos Investidores no Mercado de Capitais (Amec) e conselheiro do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Mauro Rodrigues da Cunha, será indicado como vice-presidente do Conselho. Recentemente, Cunha fez severas críticas à proposta da Vale de adotar o voto negativo nas eleições do colegiado, que comparou a um “sistema de bolas pretas” adotado por “alguns clubes sociais.”

O modelo de eleição proposto pela mineradora recebeu voto contrário de dois conselheiros independentes da Vale, entre os quais Gasparino. Procurado pelo Estadão/Broadcast, após registrar em ata voto contra as indicações da Vale, ele afirmou que se candidataria com o apoio do fundo Geração Futuro, mas sem mencionar outros nomes. Segundo fonte próxima à companhia, há outros fundos envolvidos na indicação.

A quarta candidata seria a CEO da Lacoste no Brasil, Rachel de Oliveira Maia. Mulher e negra, ela se encaixa nos quesitos de diversidade apontados pelo Comitê de Nomeação da Vale – responsável pela seleção dos nomes indicados pela companhia. Em um relatório, o órgão afirmou que as conselheiras mulheres são mais propensas a incluir questões sociais entre as prioridades estratégicas das companhias. Ao mesmo tempo, registra a “frustração por não ter sido possível avançar na diversidade de raça” nas indicações.

A Vale divulgou ontem a lista com a indicação de 12 candidatos ao conselho de administração 2021-2023. São 12 membros, oito deles classificados como independentes. A eleição marcada para o dia 30 de abril na Assembleia-Geral Ordinária (AGO) fará uma renovação parcial do colegiado: cinco indicados serão novos membros e os demais já atuam no conselho da mineradora.

São eles: José Luciano Penido (no conselho desde maio de 2019), Fernando Buso (desde abril de 2015), Clinton Dines (novo membro),Eduardo Rodrigues (desde maio de 2019),Elaine Dowardw-King (novo membro), José Maurício Coelho (no conselho desde maio de 2019), Ken Yasuhara (novo), Maria Fernanda Teixeira (novo membro), Murilo Passos(desde dezembro de 2019), Ollie Oliveira (novo), Roger Downey (desde dezembro de 2019) e Sandra Guerra (desde outubro de 2017). Penido e Buso são indicados para ocupar, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do conselho.

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,roberto-castello-branco-sera-o-indicado-de-minoritarios-a-presidencia-do-conselho-da-vale,70003644907

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