A volatilidade dos mercados segue oferecendo oportunidades para a compra de títulos públicos, na visão da Previ. O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil já adquiriu R$ 5,7 bilhões em NTN-Bs nos primeiros meses de 2021, mesmo depois de ter comprado R$ 13 bilhões em 2020.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Com a crise do coronavírus, a fundação chegou a ter perdas de quase R$ 24 bilhões no ano passado, mas fechou dezembro com um resultado positivo de R$ 11,54 bilhões, segundo o presidente da entidade, José Maurício Coelho.
No acumulado de 2019 e 2020, o resultado positivo da fundação chega a R$ 13,92 bilhões. Apesar das fortes oscilações no ano passado, a Previ conseguiu o resultado com base na gestão de liquidez e de risco, segundo o executivo. “2020 foi o ano da renda fixa”, disse Coelho.
A Previ também aplicou cerca de R$ 600 milhões em IPOs. A partir do segundo semestre de 2020, a fundação analisou a retomada das ofertas de ações e viu a chance de participar de cinco operações: Rede D’Or, Petz, Quero-Quero e Grupo Mateus, além da oferta subsequente da Rumo.
“Em 2021 ainda imaginamos um cenário com volatilidade, por causa do aumento dos casos de covid-19, todas as incertezas da economia, variação expressiva de commodities e alguma pressão sobre inflação. Começamos o ano com volatilidade e achamos que será o tom de 2021”, afirmou. Pelo menos o primeiro trimestre será de oportunidades para títulos públicos, acrescentou.
A Previ já divulgou que tem planos de redução da carteira, em busca de um portfólio mais diversificado. Há uma expectativa do mercado de venda da fatia da Vale, que aumentou depois do fim do acordo de acionistas da empresa e sua transformação em uma empresa de capital pulverizado.
Coelho dá a entender que a Previ não fará grandes operações. Isso porque o fluxo de pagamentos da entidade (que pagou R$ 13 bilhões em benefícios em 2020) não é concentrado, o que não demanda “movimentos fortes”, segundo ele. Assim, segundo o executivo, o trabalho de desconcentração da carteira não tem objetivo de curto prazo. “A tendência [de desconcentração da carteira] continua a mesma, mas a velocidade diminui porque 2020 foi um ano duro.”
Coelho também disse que a Previ é um investidor de longo prazo da Vale e está comprometida com o futuro da companhia, que é inclusive “excelente pagadora de dividendos”. Hoje, a Vale representa 26% do total da carteira da fundação, que encerrou o ano com patrimônio quase R$ 240 bilhões. No ano passado, a ação da mineradora teve ganhos de 55%.
Em 2021, o Plano 1, maior e mais maduro da Previ, teve rentabilidade de 17,20% e superou a meta atuarial de 10,46%. Já o Previ Futuro, de contribuição variável, fechou o ano com rentabilidade de 6,61%. No mês de março, auge da crise, chegou a ter perdas de 12,14%. A recuperação até dezembro foi de 18,75%.
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