Afrontada pelo privatismo que vem sendo empurrado pela hierarquia da Petrobrás, a AMS é motivo de grande preocupação entre os petroleiros. E a cada notícia sobre planos de saúde, surgem várias dúvidas.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A Assistência deriva do ACT
Ao publicar informações sobre julgamento de recursos especiais nos termos da Lei 9.656/1998, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou que definiu quais condições assistenciais e de custeio do plano de saúde devem ser mantidas para beneficiários inativos e essas teses resolverão pelo menos 1.729 ações cuja tramitação estava suspensa em todo o país. Porém, o STJ não trata de questões referentes à AMS que é um plano derivado de ACT e por isso é discutido na esfera da Justiça do Trabalho. Pelo mesmo motivo, os participantes também não podem ser favorecidos pelas regras do Código de Defesa do Consumidor.
Plano é vitalício, mas com ressalvas
Os trabalhadores que já saíram da Petrobras ou estão se desligando por meio de PDV ou PIDV com mais de 10 anos de casa têm a garantia de permanecerem no plano de saúde previsto no ACT, mas a questão que, agora, infelizmente, muitos passam a se preocupar e viver é: tenho plano de saúde, mas a qual custo?
O custeio da AMS não é determinado pelos ACTs sucessivos
Em 2015, foi introduzida mais diretamente no ACT a divisão perversa de 70×30 e de lá para cá vem sendo intensificado todo um projeto de sucateamento e aumento de custos da AMS, culminando, agora, na tentativa de transformação da AMS em uma Associação, com novo CNPJ, inevitavelmente acarretando mais dispêndio com a estrutura administrativa que será necessária, porque essa Associação nova vai precisar, por exemplo, de um setor Jurídico próprio. Por outro lado, a Petrobrás deixará de ter a responsabilidade visceral que atualmente tem em relação à AMS, embora vá manter seu controle. Esse novo modelo para a gestão da AMS foi apresentado pelo gerente de RH, Cláudio Costa, após aprovação no Conselho Administrativo em maio do ano passado. Será o fim da AMS atual, gerida de forma autônoma pela Petrobrás.
Ações privatistas precarizam AMS
A mudança de gestão trazida pela gestão bolsonarista significa claramente um descumprimento do ACT vigente e traz dúvidas: a categoria vai aceitar sem reação todo esse achacamento? Qual tipo de plano a categoria petroleira quer ter? Qual a qualidade e o custo do plano que quer? Essas são questões urgentes referentes ao tema que só poderão ser revistas a partir de organização e mobilização da categoria.
Para saber mais sobre a privatização da AMS: http://sindipetro.org.br/ams-e-a-proposta-de-um-novo-modelo-caduco-e-inconsistente/
http://sindipetro.org.br/esclarecimento-de-duvidas-sobre-ams/
Você precisa fazer login para comentar.