Cláudio Mente: quem é o alvo da Operação Pseudeia, a 80ª fase da Lava jato

Empresário foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (11). De acordo com as investigações, Cláudio Mente recebeu U$ 1 milhão de representante de estaleiro em contas no exterior a pedido de João Vaccari Neto.

Mandados foram cumpridos em fazendas em Pindamonhangaba — Foto: Divulgação/PF

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Mandados foram cumpridos em fazendas em Pindamonhangaba — Foto: Divulgação/PF

O empresário Cláudio Mente foi alvo de mandados de busca e apreensão pela Operação Pseudeia, a 80ª fase da Operação Lava Jato, na manhã desta quinta-feira (11).

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), ele é investigado pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Foram feitas buscas em endereços ligados a Cláudio Mente em São Paulo, em um escritório da Avenida Faria Lima e em duas casas no Morumbi, e em fazendas em Pindaminhangaba.

As investigações apontam que Cláudio Mente recebeu U$ 1 milhão decorrente de propina em uma conta no exterior, em 2013.

De acordo com o MPF, Mente recebeu o pagamento do engenheiro Zwi Skornicki, que representava o estaleiro Keppel Fels, a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O G1 tenta contato com os citados.

Segundo as investigações, a transferência teria direta relação com acertos de propina no interesse da empresa Keppel Fels para obtenção de contratos da Petrobras.

A Polícia Federal informou que houve tratativas entre Cláudio Mente e Zwi Skornicki para pagamento de outros U$ 600 mil em 2014, mas que a transferência não aconteceu por receio dos investigados em relação à Lava Jato.

As investigações apontam que 673 ligações telefônicas entre Cláudio Mente e João Vaccari Neto entre outubro de 2010 e março de 2015. Segundo o MPF, as ligações aconteceram nos dias ou em dias próximos aos pagamentos feitos a Cláudio Mente.

CPI dos Fundos de Pensão

O empresário Claudio Augusto Mente chegou a depor em 2015 na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão após acusação de ter pagado propina a dirigentes do Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras.

A acusação foi feita pelo advogado Carlos Alberto Pereira da Costa. De acordo com Carlos Costa, teriam sido pagos R$ 3 milhões em propina a dirigentes do Petros em troca da compra, pelo fundo, de R$ 13 milhões em créditos da Indústria de Metais do Vale (IMV).

Na época, Claudio Mente negou as acusações e disse que informou que nos últimos anos nunca teve qualquer relação com fundos de pensão. Mente explicou que participou da estruturação financeira de fundos de pensão entre 1986 e 1997.

https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/02/11/claudio-mente-quem-e-o-alvo-da-operacao-pseudeia-a-80a-fase-da-lava-jato.ghtml

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