Relatório final da operação foi encaminhado a Aras com cópia para o Conselho Superior do MPF
Em relatório encaminhado ao procurador-geral da República, Augusto Aras, ex-integrantes da Operação Greenfield, cujas atividades foram encerradas em dezembro, afirmam que a estrutura da força-tarefa foi “gravemente prejudicada” por decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Criada em junho de 2016 a reboque da Lava-Jato, a Greenfield foi constituída a pedido da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF) para apurar ilícitos praticados contra os maiores fundos de pensão do país – como o Petros, da Petrobras; o Previ, do Banco do Brasil; e o Funcef, da Caixa Econômica Federal.
A operação foi deflagrada em setembro daquele ano, sob coordenação do procurador da República Anselmo Cordeiro Lopes. O plano de investigação inicial mirava dez casos com potencial de danos aos cofres públicos da ordem de R$ 8 bilhões.

Prédio da PGR, em Brasília — Foto: José Cruz / Agência Brasil
A investigação deu origem a outras apurações relacionadas, como a Sépsis, que apurou desvios do FI-FGTS, e a Cui Bono, que desvendou um esquema de corrupção na Caixa, com envolvimento de políticos do MDB, e resultou na apreensão de R$ 51 milhões em um apartamento da família do ex-ministro Geddel Vieira Lima, em Salvador, e na denúncia contra o então presidente Michel Temer (MDB) no contexto do inquérito dos Portos.
“No entanto, desde o final de 2019 [já durante a gestão Aras] a força-tarefa Greenfield foi prorrogada por curtos períodos, até que, em junho de 2020, pela portaria PGR/MPF número 597, sua estrutura foi gravemente prejudicada, sem qualquer definição de solução/estrutura alternativa concreta”, afirma o documento.
No texto, os procuradores Anselmo Lopes, Sara de Souza Leite, Thais Malvezzi, Leandro de Almeida e Samantha Chantal Dobrowolski afirmam também que, “em razão da falta de estrutura adequada de trabalho, o procurador natural do caso, Anselmo Cordeiro Lopes, único que permaneceu com exclusividade para atuar, decidiu afastar-se da força-tarefa em setembro de 2020”.
O relatório final foi encaminhado a Aras com cópia para os conselheiros do Conselho Superior do Ministério Público Federal e para os subprocuradores-gerais da República Maria Iraneide Facchini, Carlos Frederico Santos e Elizeta Paiva Ramos.
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