A afirmação do novo coordenador da Operação Greenfield, Celso Três, de que não assumiu o caso para “trabalhar muito” contrasta com os elogios feitos a ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ao nomeá-lo para o posto.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Na manifestação que oficializa Celso Três como coordenador da Greenfield, do Ministério Público Federal, o vice-PGR, Humberto Jacques, não poupa elogios ao investigador e destaca sua “gigantesca capacidade de trabalho”. “Trata-se de experiente membro do Ministério Público, com notáveis trabalhos já realizados na instituição, acostumado a investigações de grande porte, dotado de coragem e inteligência extraordinárias, e forjado na sua carreira com valores de seletividade, prioridade e resolutividade aperfeiçoadas em gigantesca capacidade de trabalho”.
O vice-PGR vai além e diz que o aceite de Celso Três para coordenar a Greenfield é “um prêmio e um alento a todos os aposentados e pensionistas atingidos pelas operações ruidosas dos fundos de pensão investigados”.
Não é isso o que mostra o ofício enviado pelo próprio Celso Três à PGR, revelado pelo GLOBO neste sábado (19). No documento, o procurador diz que não está na Greenfield “para trabalhar muito” e hoje quer mesmo “é jogar futebol”. No documento, ele propõe medidas que, na prática, encerrariam a operação no âmbito do MPF. Além de se recusar a prosseguir com as investigações em andamento, Três sugere que sejam apenas celebrados acordos com os alvos investigados, para encerrar os processos e que tudo seja enviado à Polícia Federal, onde os trabalhos ficariam concentrados.
O procurador Celso Três disse em ofício à PGR que não está na Operação Greenfield “para trabalhar muito” e hoje quer mesmo “é jogar futebol” | Foto: Reprodução Facebook
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