Vivest pretende trocar IGP-DI por IPCA e aguarda reunião do CNPC

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Walter Mendes, presidente da Vivest

As fundações que pretendem trocar seus indexadores de planos benefícios, passando de IGP-M ou IGP-DI para outros mais adequados ao casamento entre seus ativos e passivos, aguardam a próxima reunião do Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC agendada para o dia 09 de dezembro. Nela deverão ser discutidas mudanças na Resolução 8, eliminando a obrigatoriedade de incluir os indexadores dos planos nos regulamentos e tornando as trocas atos de gestão, que não dependem do aval da Previc. A Vivest, novo nome da Fundação CESP, é uma das que aguarda o resultado dessa reunião, pois pleiteia trocar o indexador de seus planos de IGP-DI para IPCA.

Segundo o presidente da Vivest, Walter Mendes, a troca do indexador dos benefícios da fundação é fator determinante para a sustentabilidade e o equilíbrio dos seus planos de previdência. “A proposta é na verdade parte do dever fiduciário dos gestores da entidade, procurando reduzir a possibilidade de prejuízos futuros aos participantes e às patrocinadoras”, afirma ele.
A Vivest convive com esse tema de longa data, bem antes da atual disparada do IGP-DI. A mudança começou a ser discutida internamente na fundação em 2010/2011, mas sem consenso dos comitês gestores foi interrompida, até que em 2018 o tema foi retomado e em 2019 a proposta de mudança foi aprovada por dois comitês gestores e ratificada, no final do ano, pelo seu Conselho Deliberativo. No início deste ano a deliberação do Conselho foi encaminhada à Previc, mas com a perspectiva de mudança regulatória esse parece ser o caminho natural para o pleito da fundação, diz Walter Mendes.

Uma mudança na Resolução 8, mesmo aprovada agora, não eliminaria o impacto inevitável sobre os planos de benefícios da Vivest neste ano, mas poderia reduzir o risco de futuros descasamentos entre ativos e passivos a partir de 2021. Estudos e argumentos técnicos embasaram todas as discussões sobre o assunto na entidade, desde 2010, sempre com a preocupação de reduzir os riscos de gestão a longo prazo, ressalta Mendes. Em 2020, a explosão do câmbio e de outros elementos que pesam no IGP-DI, com uma alta que deverá ultrapassar os 20% e levar a meta atuarial da fundação para algo perto de 31%, serviu apenas para concretizar o risco que a entidade antevia há uma década.

Mendes lembra que o descasamento parcial que já existe entre os investimentos e o pagamento de benefícios aumentará significativamente com o vencimento de uma grande quantidade de títulos atrelados ao IGP-DI em abril de 2021, o que torna a alteração do índice ainda mais urgente. “Em abril vencerão R$ 8 bilhões em títulos indexados ao IGP-DI e, se nada mudar, teremos que reinvestir esses recursos em papéis atrelados ao IPCA, ampliando o descasamento; é triste olhar para trás e ver que esse risco poderia ter sido evitado em 2011 caso o assunto tivesse sido tratado com uma visão de longo prazo”, lamenta Mendes. Além do lote que vencerá em abril do próximo ano, há outro para vencer em janeiro de 2031.

http://www.investidorinstitucional.com.br/sessoes/investidores/fundosdepensao/35190-vivest-pretende-trocar-igp-di-por-ipca-e-aguarda-reuniao-do-cnpc.html

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