O juiz Vallisney de Souza (foto), titular da 10ª Vara Federal em Brasília, não atua desde o dia 16 de novembro na instrução de processos e na análise de medidas cautelares de investigações que tramitam na força-tarefa da Greenfield, desdobramento da Lava Jato na capital federal. A partir de agora, sua atuação será restrita aos processos conclusos para sentença e Souza passará a exercer a função de juiz instrutor no gabinete do ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça, o STJ.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O magistrado conduziu os processos das operações Sépsis, Greenfield e Cui Bonno, responsáveis por alcançar o chamado PMDB da Câmara e políticos como Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves. Atuou também nos casos envolvendo o ex-presidente Lula, como a apuração sobre possível propina na compra de caças para a Forças Armadas.
Foi de Vallisney de Souza, por exemplo, a decisão que autorizou a prisão de Geddel após a Polícia Federal encontrar suas digitais em notas armazenadas no bunker onde o ex-ministro mantinha 51 milhões de reais. O juiz também foi alvo do senador Renan Calheiros, quando autorizou uma operação dentro do Senado Federal para prender policiais legislativos. “Um juizeco”, disse Calheiros.
Nascido no estado do Amazonas, o juiz tem 28 anos de magistratura, dá aulas na Universidade de Brasília e nas horas vagas é poeta – parte de sua produção de poemas é publicada em uma página na internet. Nos últimos meses, o juiz acumulava seguidas derrotas no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o TRF-1, que analisa as decisões da 1ª instância federal em Brasília.
https://crusoe.com.br/diario/juiz-da-lava-jato-em-brasilia-deixa-de-atuar-em-investigacoes/
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