Roberto Castello Branco afirmou ainda que a estatal deve acelerar a venda de ativos nos próximos seis a sete meses
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, defendeu a redução nas metas de produção da companhia no plano estratégico de 2021 a 2025, durante conferência com analistas nesta segunda-feira (30). “Privilegiamos valor sobre volume. Nosso objetivo não é maximizar volume, é maximizar valor”, afirmou o executivo.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!
— Foto: Leo Pinheiro/Valor
A companhia anunciou na semana passada que agora tem como meta alcançar um volume de produção de 2,75 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/dia) em 2021, alcançando 3,3 milhões de boe/dia ao fim do período. O plano anterior, a expectativa era chegar ao volume de 3,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2024. O objetivo da estatal é aprovar somente projetos que sejam viáveis em um cenário de barril de petróleo abaixo de US$ 35.
Castello Branco afirmou ainda que a estatal deve acelerar a venda de ativos nos próximos seis a sete meses. “Temos mais de 50 ativos à venda, com muitas transações chegando ao estágio final”, disse o executivo.
Ao todo, a companhia conseguiu levantar US$ 1 bilhão com os desinvestimentos entre janeiro e setembro deste ano, bastante abaixo dos US$ 16 bilhões de 2019. De acordo com o presidente da petroleira, o andamento do processo foi afetado pela pandemia de covid-19.
A nova meta da companhia é vender de US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões de 2021 a 2025. A meta de desinvestimentos é maior do que a anunciada no plano anterior, que somava de US$ 20 a US$ 30 bilhões no período de 2020 a 2024.
Para o fim de 2020, Castello Branco indicou que a Petrobras deve manter a trajetória de redução da dívida bruta e que a companhia realizou em novembro um pré-pagamento no valor de US$ 2 bilhões em títulos.
Em seu plano estratégico para até 2025, a Petrobras manteve a meta de reduzir a dívida bruta para US$ 60 bilhões em 2022. Ao fim de setembro, a dívida bruta da companhia estava em US$ 79,6 bilhões, uma redução de US$ 31 bilhões desde o começo de 2019, quando Castello Branco assumiu a presidência da estatal.
Você precisa fazer login para comentar.