Força-tarefa da Greenfield pede na Justiça quase R$ 3 bilhões a empresário da Camargo Corrêa

A força-tarefa da Operação Greenfield propôs nesta terça-feira (13) ação de improbidade administrativa contra Luiz Roberto Ortiz Nascimento, empresário da Camargo Corrêa.

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O processo está relacionado à venda de ações da Itaúsa, então pertencentes à construtora, para o fundo de pensão Petros.

Segundo o MPF, as manobras geraram prejuízo ao fundo de no mínimo R$ 422 milhões, em valores de 2010.

O caso envolve a prática de gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de valores de instituição financeira, e já foi denunciado e aceito na esfera criminal.

Agora, a ação civil requer o pagamento de quase R$ 3 bilhões para o ressarcimento dos danos e reparação econômica e moral das vítimas.

As investigações revelaram que, entre 2009 e 2014, a Camargo Corrêa pretendia se desfazer completamente das ações que possuía da Itaúsa, de forma a levantar recursos rapidamente e com o maior lucro possível. Mas o volume de papéis era muito grande e vendê-los em mercado aberto seria um processo muito demorado.

Foi nesse cenário que, segundo a investigação – bem como o que foi corroborado pelas colaborações de Antonio Palocci, Guilherme Gushiken e Joesley Batista – Luiz Nascimento decidiu pagar propinas a dois ex-gestores da Petros para adquirir de uma só vez e de forma superfaturada as ações da Itaúsa.

Força-tarefa da Greenfield pede na Justiça quase R$ 3 bilhões a empresário da Camargo Corrêa – O Antagonista

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