Petrobras apresenta ‘última proposta’ de acordo coletivo e recua em alguns pontos

A Petrobras apresentou aos sindicatos dos petroleiros uma nova contraproposta nas negociações sobre o novo acordo coletivo de trabalho (ACT). A estatal informou nesta terça-feira (25) que propôs um acordo com vigência de dois anos, com previsão de congelamento dos salários este ano, mas reajuste de 100% do INPC em setembro de 2021.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) pede reajuste salarial pelo IPCA, cuja estimativa no período é de 2,3%, e ganho real de 2,2%, correspondente às perdas inflacionárias verificadas entre 1° de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2019. A entidade sindical informou, porém, que “após um longo e cansativo processo de debate na reunião, houve avanços em reivindicações importantes” no ACT, como o compromisso da empresa de não efetuar demissões sem justa causa até 31 de agosto de 2022 e uma validade de dois anos para o acordo.

A empresa manteve a proposta de aumentar a participação dos empregados no custeio da Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), de 30% para 40%, mas acatou o pedido dos sindicatos de só aplicar a nova tabela em janeiro de 2021. Além disso, a proposta negociada também prevê a isenção da coparticipação no Benefício Farmácia para as três primeiras faixas de renda da tabela. A oferta da companhia ainda será debatida em conselho deliberativo da FUP nesta quarta-feira (26/08).

A Petrobras destacou que esta é a “última proposta” da gestão da empresa, como resultado de um “amplo debate em mesa de negociação” e traz uma série de avanços em reivindicações. O Vale Alimentação/Vale Refeição tem previsão de reajuste em 100% do INPC em setembro de 2020 e em 100% no mesmo em setembro de 2021. Segundo a estatal, a grande maioria das cláusulas do ACT está mantida.

A companhia também aceitou criar um Grupo de Trabalho para acompanhamento do teletrabalho na Petrobras.

A Petrobras esclareceu, ainda, que postergará a vigência do ACT atual até o dia 14 de setembro, caso haja um indicativo de aprovação da última proposta por parte dos sindicatos. O atual ACT vence no fim do mês.

Petrobras apresenta ‘última proposta’ de acordo coletivo e recua em alguns pontos | Empresas | Valor Econômico

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