Mensagem do diretor de Investimentos
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Recuperação expressiva no segundo trimestre
A Petros fechou o segundo trimestre com uma expressiva recuperação na rentabilidade dos seus planos após o vale decorrente da covid-19 em março. As equipes da Petros acompanharam a evolução do mercado e, mesmo enfrentando a maior crise das nossas gerações, souberam tomar decisões cuidadosas e acertadas, permitindo uma recuperação do terreno de forma nítida.
No início de abril, quando o pessimismo era generalizado e os preços dos ativos estavam bastante deprimidos, fizemos um importante aumento de alocação nas classes de ações e inflação longa e, na média dos planos, adicionamos cerca de 10% às posições de cada classe.
A forte alta de 30,2% do índice Ibovespa no segundo trimestre, enquanto o índice IMA-B5+ subiu 6,0%, contribuiu para as rentabilidades de 3,5%, 2,9% e 3,0% registradas em abril, maio e junho, respectivamente, o que trouxe o acumulado do ano do consolidado da Petros para -5,9% frente a -14,2% de março. Assim, mesmo passando pela maior crise da nossa geração, considerando o horizonte de 12 meses fechados em junho, o consolidado dos 41 planos administrados pela Petros já está no terreno positivo, em 0,9%.
O horizonte natural de um fundo de pensão é o longo prazo, pois é preciso dar tempo para que as estratégias maturem. Por exemplo, o tempo de maturação das posições em ações é usualmente estimado em três a cinco anos e o dos multimercados em, pelo menos, dois anos. Mas não é preciso alongar muito o horizonte para validar a estratégia de gestão da Petros, o prazo de 18 meses, uma transição entre o curto e o médio prazos, já revela que o retorno da Petros, a despeito das oscilações com a covid-19, compensou o risco assumido, superando largamente o CDI.
Os times de gestão e de risco de Petros avaliam o risco acompanhando vários indicadores. Mas uma maneira simples de trazer esse conceito para o cotidiano é comparar o retorno dos planos administrados pela Petros com os retornos de investimentos seguros, como a poupança e o CDI. Para fazer isso, vamos comparar os retornos acumulados desde o final de 2018, isto é, nos 18 meses iniciados em janeiro de 2019 e terminados em junho deste ano. Nesse período, a Petros apresenta uma rentabilidade de 12,67% na marcação contábil (que marca na curva um volume expressivo de títulos de renda fixa) ou 17,64%, se adotarmos o modelo dos fundos de investimentos, que marcam todo seu patrimônio a mercado, fornecendo uma informação mais fidedigna do desempenho.
Assim, uma pessoa que investiu R$ 100.000,00 na poupança no último dia de 2018, teria no dia 1º de julho de 2020 o total de R$ 105.690,00. Se a opção tivesse sido pelo CDI, o montante seria R$ 107.850,00 frente a R$ 117.640,00 da média consolidada na Petros (usamos a marcação a mercado, o critério mais acurado para essa avaliação). Dessa forma, constatamos que, a despeito da crise econômica, nossa rentabilidade está muito acima das alternativas seguras.
Na Petros, os ganhos de 2019 compensam com folga o período de crise da covid-19 e fazem com que, para cada R$ 100.000,00 investidos nos planos Petros, o nosso participante tenha tido uma vantagem de R$ 9.790,00 sobre a melhor alternativa segura. Isso sem mencionar os benefícios fiscais dos investimentos em previdência e a contrapartida dos patrocinadores (que dobra o valor investido inicialmente).
Estes resultados mostram que a alocação em risco tem sido bem parametrizada, permitindo capturar os ganhos dos momentos favoráveis, sem sofrer a totalidade dos impactos negativos quando o cenário muda. De fato, nem mesmo uma crise imprevisível e de escala inédita foi capaz de eliminar os ganhos acumulados.
Com essa rentabilidade de 17,64% em 18 meses, marcando o patrimônio a mercado, a Petros também se sobressai quando comparada aos melhores gestores. Para se ter uma ideia, o IHFA (Índice de Hedge Funds, da Anbima) – que é a referência para os fundos multimercado de gestão ativa que aplicam em diversos segmentos do mercado e várias estratégias de investimento – teve retorno acumulado de 10,64% nos 18 meses fechados em junho. Isso quer dizer que nosso retorno consolidado supera a média dos multimercados em mais de 7 p.p. no período, um resultado muito expressivo, se considerarmos que estes veículos têm mais liberdade de atuação devido às diferenças de legislação que lhes faculta alavancagem e um acesso maior aos investimentos no exterior.
Na verdade, o retorno de Petros neste período supera a maioria dos melhores fundos das gestoras independentes e dos bancos. Em outras palavras, há poucas alternativas de investimento diversificado no mercado brasileiro em que os participantes poderiam ter auferido um retorno melhor nos últimos 18 meses. Isso é algo extraordinário, considerando o tamanho do nosso patrimônio, muitas vezes maior do que o destes fundos, assim como a governança mais ampla e formal.
Este resultado decorre, primordialmente, do êxito na alocação nas classes de ativos, pois a macroalocação (como chamamos essa função na Petros) explica entre 66% e 95% do retorno total de um portfólio diversificado. Mas é também por estarmos evoluindo na agenda de capacitar a Petros para fazer gestão ativa no padrão dos melhores gestores nacionais. Nossos produtos de gestão ativa interna, aqueles nos quais fazemos a gestão, têm tido um resultado muito bom.
Os dois veículos de gestão ativa da Petros, que já estão plenamente operacionais, apresentam rentabilidades entre os melhores dos seus respectivos grupos de referência. Feita a ressalva que o sucesso é uma estrada longa, é preciso reconhecer que a posição de ambos no primeiro quartil sugere que estamos na direção correta.
O FIA Petros Ativo, com patrimônio de R$ 1,3 bilhões, lançado em setembro de 2019, acumula uma vantagem de mais de 12 p.p. (pontos percentuais) sobre o Ibovespa, um desempenho obtido por poucos fundos de ações brasileiros, agregando mais de R$ 150 milhões de alfa ao nosso patrimônio. O FIM Carteira Ativa é o melhor da categoria multimercados previdenciário (enquadrado na Resolução CMN 4.661) nestes 18 meses, superando todos os fundos de assets independentes e dos bancos. Além disso, nossa área de Pesquisa Macroeconômica tem sido presença constante no Top 5 do Banco Central do Brasil, tendo passado a atuar de forma mais integrada na discussão dos riscos e retornos associados aos diversos cenários, algo essencial para uma gestão bem-sucedida.
Na Diretoria de Investimentos, a Petros segue qualificando o time de executivos responsáveis pela gestão. À frente da gestão da Renda Fixa e Macroeconomia desde agosto de 2019, Luciano Costa foi economista-chefe do Unibanco AM. Thiago Rodrigues, que assumirá a gerência que abriga as áreas de ativos ilíquidos, imóveis e informações gerenciais, tem uma longa experiência com crédito e vasto conhecimento da Fundação. Luis Guedes, que assumiu a gerência de Renda Variável em março, com as áreas de gestão e pesquisa de empresas, foi o head de RV da asset do Bradesco. Por fim, Luis Adriano, que acaba de assumir a área responsável pela gestão de multimercados, fundo de fundos e, também, macroalocação, veio da área de fundo de fundos do Family Office Trafalgar e, anteriormente, foi gestor do Itaú AM, onde era responsável pela alocação dos fundos institucionais.
A chegada de profissionais extremamente qualificados, disputados pelas melhores assets, revela confiança na Petros. O time de gestão está comprometido com os melhores resultados de investimentos, sempre em conformidade com a legislação e com a política de investimentos, mirando nas melhores práticas, além de contar com o apoio fundamental de toda a Petros, em especial, das áreas de Risco, Compliance e Jurídico, parceiros essenciais em decisões cruciais.
A Petros hoje é uma empresa moderna, em intenso processo de transformação, que tem como meta virar referência de boas práticas no Brasil e no mundo, algo que já é reconhecido por parceiros e reguladores e que, agora, começa a ser percebido por todos diante dos resultados apresentados.
Estamos atuando de maneira firme e altiva na defesa do patrimônio dos nossos participantes, tanto em termos de investimento quanto jurídico, quando isso se faz necessário. O corpo de executivos está renovado e nossos funcionários estão engajados no projeto de posicionar a Petros como referência. Tenho convicção de que estamos apenas começando a colher os resultados dessa transformação.
Alexandre Mathias
Diretor de Investimentos
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