Funcesp vira Vivest e busca atrair novos participantes

A Funcesp, fundação das empresas elétricas de São Paulo, busca crescer no mercado, atraindo novos participantes ou mais planos para sua carteira, que hoje é de cerca de R$ 30 bilhões. Segundo o presidente Walter Mendes, a fundação busca, por exemplo, administrar novos fundos instituídos ou consolidar fundações com patrimônio entre R$ 500 milhões e R$ 3 bilhões. A modernização passa pela criação de uma nova marca e mudança do nome para Vivest.

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“Precisávamos de um nome mais moderno para trazer os funcionários mais jovens. Essa imagem de fundo de pensão não os atrai muito. O produto é bom, mas falta uma narrativa mais atual”, disse Mendes.

Além dos planos de previdência, a entidade também faz a autogestão dos planos de saúde, que hoje têm 144 mil vidas. Hoje, a Vivest paga R$ 2,5 bilhões em aposentadorias e R$ 1,1 bilhão em despesas médicas ao ano.

“Temos um porte grande, um patrimônio de mais de R$ 30 bilhões. Nós somos naturalmente um candidato à consolidação do setor”, afirmou. A empresa olha para fundações com patrimônio entre R$ 500 milhões e R$ 3 bilhões. O cenário atual de juros muito baixos exige sofisticação de investimentos, governança corporativa e consistência que essas entidades de menor porte podem não conseguir entregar. “Tem muitas entidades que podem se unir a nós e estamos nos colocando como um potencial candidato a isso.” No ano passado, a Vivest criou uma gerência comercial com esse objetivo, iniciativa pioneira entre os fundos de pensão, segundo Mendes.

Outra frente em que a fundação vê possibilidade de crescer é nos fundos instituídos, adotados por associações de classe, sindicatos de trabalhadores e cooperativas para profissionais filiados. Nos próximos 30 dias um novo plano instituído administrado pela Vivest deve ser anunciado. Nesse segmento, a fundação já tem o plano familiar, para parentes de participantes, com cerca de R$ 5 milhões. “Para nós, o ‘Familinvest’ é um potencial de crescimento. Ele atinge um público fechado que já tem o plano. É algo adicional e sabemos que o crescimento será gradual. E tem nos servido como experiência para fazer outros instituídos”, disse.

A entidade registrou, entre abril e junho, rentabilidade de 6,28%, diante da meta atuarial de 4,11% para o período. Assim, fechou o primeiro semestre do ano com rentabilidade de 1,32%. Os destaques ficaram por conta dos ativos de renda variável, com alta de 18,68%, e dos fundos imobiliários, com ganho de 16,28%.

Em meio à crise, a fundação migrou cerca de R$ 2,6 bilhões de aplicações de maior risco para o caixa, disse o diretor de investimentos Jorge Simino. “Recompomos um pedaço das vendas em abril. Em julho, o que está encaminhado são investimentos no exterior. Essa é a parcela que estamos fazendo o investimento mais significativo, que nos parece mais atrativa no momento.”

Funcesp vira Vivest e busca atrair novos participantes | Finanças | Valor Econômico

https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/07/27/funcesp-vira-vivest-e-busca-atrair-novos-participantes.ghtml

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