Alegação é de suposto conflito de interesses entre suas atividades na iniciativa privada e seu cargo no governo
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu ontem um pedido de afastamento do ministro da Economia, Paulo Guedes, por suposto conflito de interesses entre suas atividades na iniciativa privada e seu cargo no governo.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Na petição, o deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) diz que Guedes mantém-se administrador ou sócio de uma “vasta rede composta por bancos, fundos de investimento e outras entidades atuantes nos mercados financeiro, de investimentos e de capitais”.
Segundo o parlamentar, o ministro, “a fim de se ocultar da frente dos negócios”, fez reestruturações societárias nas empresas assim que assumiu compromisso com o presidente Jair Bolsonaro, ainda na campanha.
“Essa manipulação societária de cotas foi comum e sistemática, interpondo pessoas que, contudo, podem vir (ou já estar) a se beneficiar de sua atuação futura como Ministro de Estado. O que se tem é o verdadeiro sequestro do maquinário da Administração Pública por interesses privados”, continua Ramos.
O deputado cita, por exemplo, o fato de um sócio de Guedes ter sido nomeado para diversos conselhos de administração, como o do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o da Embrapa.
Ele também afirma que o fato de a Comissão de Ética ter negado seu acesso à declaração patrimonial de Guedes, entregue ao tomar posse, indica que o ministro não atua com transparência.
Segundo o pedetista, o ministro é “um infiltrado na máquina pública, com amplos poderes sobre a economia”, que “orienta decisões descabidas e contempla interesses dos grupos financeiros com os quais construiu sua trajetória profissional”. Ele pede que o STF o afaste do até que as autoridades esclareçam as suspeitas.
A petição já foi protocolada na Corte, mas ainda não foi distribuída a um ministro relator. Procurado pelo Valor, o Ministério da Economia afirmou que não iria se manifestar. (Colaborou Mariana Ribeiro)
Supremo recebe pedido de afastamento de Guedes | Política | Valor Econômico
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