Empresário é acusado de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e desvio de instituição financeira
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o empresário Luiz Roberto Ortiz Nascimento, da empreiteira Camargo Corrêa, por fraudes no Petros, o fundo de pensão da Petrobras. Ele é acusado dos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e desvios de valores de instituição financeira.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Se a 10ª Vara Federal de Brasília aceitar a acusação, o executivo vira mais um réu da operação Greenfield. Nesta quinta-feira, sete ex-gestores do fundo também foram alvo de ações penais no âmbito do mesmo esquema, investigado pela Operação Greenfield.
De acordo com a denúncia, Ortiz pagou ao menos US$ 1,9 milhão em propina a ex-gestores da Petros para que o fundo adquirisse ações da Itaú S.A. O esquema teria começando porque a construtora "pretendia levantar recursos rapidamente e com o maior lucro possível", não aceitando esperar o longo trâmite das vendas em mercado aberto.
Segundo o MPF, os depósitos foram feitos na conta de uma das empresas de Joesley Batista, do grupo J&F, no exterior. Os ex-gestores do fundo de pensão receberam de 1% a 1,5% do total da negociação, entre 2009 e 2014, o que resultou na compra de ações por valores maiores do que os praticados no mercado, diz a denúncia.
"A Camargo Corrêa acabou vendendo mais ações do que inicialmente havia oferecido. Durante as negociações, adquiriu mais ativos da Itaú S.A., a fim de vender em bloco para a Petros, já que sabia possuir incentivos espúrios para concretizar a transação", afirma a força-tarefa da Greenfield.
As investigações tiveram como base as delações premiadas de Joesley, do ex-ministro Antônio Palocci e de Guilherme Gushiken, filho do também ex-ministro Luiz Gushiken. Eles teriam agido para auxiliar o fechamento da venda perante a Petros.
MPF denuncia Luiz Roberto Ortiz, da Camargo Corrêa, por fraude na Petros | Finanças | Valor Econômico
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