Cedae indica nome de réu, alvo de sete processos, para gerir fundo de pensão

RIO — A diretoria de investimentos da Prece, fundo de investimentos da Cedae, foi trocada na terça-feira à noite, por determinação do governo estadual. O fundo foi comunicado pela direção da estatal, por meio de um documento. Em geral, as indicações são feitas pela própria companhia. O nome escolhido foi de Francklin Dias de Oliveira. Ele está indicado para substituir Antônio Carneiro, nomeado em março pelo presidente da Cedae, Renato Espírito Santo. A escolha causou polêmica entre os conselheiros da Prece: Francklin é réu em sete processos sobre irregularidades que lesaram fundos de pensão. Ele responde junto com a corretora BRL Trust Serviços Fiduciários, da qual era gestor.

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Os processos estão em curso. Em dois deles, houve arresto de bens. Um aberto pela Refer, Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social, outro pela Fundação de Previdência dos empregados da Finep, CNPq e Impa. Nesse segundo, em 29 de abril de 2013 decisão judicial apontou risco de “graves danos” ao patrimônio do fundo, diante de “ilícitos administrativos”.

Escândalos no passado

Em 2014, a pedido do Instituto Infraero de Seguridade — o Infaprev — , foi aberto inquérito na Justiça Federal para apurar “supostos atos fraudulentos e simulações de negócios jurídicos, acarretando desvio de recursos”.

Procurado, o governo do estado informou que a Cedae responderia sobre a escolha do novo diretor. A estatal, no entanto, repassou a incumbência para a Prece, que alegou que ainda são necessários “procedimentos legais” para a formalização da troca. Sobre o nome apresentado pela diretoria, a Cedae não respondeu.

A Prece administra planos de benefícios para complementar as aposentadorias de servidores da Cedae. Atende 10.517 pessoas. Em dezembro do ano passado, tinha uma carteira de investimentos de R$ 1,8 bilhão.

Em gestões passadas, desvios no fundo de previdência já foram investigados. Delatores da Lava-Jato, como o doleiro Lúcio Funaro, deram detalhes de como funcionava o esquema de corrupção, que envolvia o ex-deputado Eduardo Cunha, que foi preso.

Cedae indica nome de réu, alvo de sete processos, para gerir fundo de pensão – Jornal O Globo

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