Petroleiros relatam casos suspeitos de covid-19 em mais duas plataformas

Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), há informações de casos suspeitos na plataforma do campo de Mexilhão e na P-69, no campo de Lula

Após a confirmação de casos de infecção pelo novo coronavírus em dois navios-plataformas (FPSOs) afretados pela Petrobras no Brasil esta semana, outras duas unidades da petroleira, na Bacia de Santos, apresentam casos suspeitos de covid-19. Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), há informações de casos suspeitos na plataforma do campo de Mexilhão e na P-69, no campo de Lula.

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"Estamos preocupados. Em Mexilhão, há vários casos suspeitos, mas ainda sem resultados. E na P-69 também apareceram casos suspeitos", afirmou Adaedson Costa, diretor do Sindipetro-LP, ligado à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

Procurada, a Petrobras informou que, para garantir a privacidade e o sigilo médico dos funcionários, não reportará casos. "Reforçando o nosso compromisso com o cuidado e proteção dos nossos colaboradores, incluindo seus familiares e pessoas próximas, a Petrobras não vai informar quando algum colaborador tiver confirmação ou complicações decorrentes da covid-19", disse a estatal, em nota.

Os relatos do Sindipetro-LP ocorrem dias depois da confirmação de infecção em duas plataformas a serviço da Petrobras. Um dos episódios ocorreu em uma FPSO da SBM Offshore, cuja embarcação e total de infectados não foram informados, também para garantir a privacidade deles. O outro foi registrado no FPSO Cidade de Santos, da Modec, na Bacia de Santos. Nos dois casos, as empresas estão assegurando o tratamento médico aos infectados e seguindo os protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias.

Com relação à Petrobras, Costa disse que a petroleira avisou aos sindicatos que não repassará para eles informações sobre os casos, inclusive de óbitos. "Só temos informações extra-oficiais, dos trabalhadores. A Petrobras não está contribuindo".

O diretor do Sindipetro-LP também criticou a posição da petroleira de não permitir a participação de sindicatos no comitê de crise do novo coronavírus. Segundo ele, o sindicato quer ter assento no comitê não para opinar sobre decisões, mas principalmente para ter acesso a informações sobre o que está ocorrendo nas unidades da companhia.

Segundo ele, os sindicatos estão se reunindo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e relatando as dificuldades encontradas. O órgão está atualmente discutindo com a gestão da Petrobras sobre a estratégia de ajuste na jornada de trabalho dos funcionários, que visa reduzir custos.

Petroleiros relatam casos suspeitos de covid-19 em mais duas plataformas | Empresas | Valor Econômico

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