Previ e Petros superam meta atuarial em 2019

Valorização de mais de 30% do Ibovespa no ano passado e um resultado ainda positivo dos títulos públicos beneficiaram as fundações em um período em que o mercado ainda não temia as consequências do novo coronavírus

Donos de um patrimônio de mais de R$ 300 bilhões, os maiores fundos de pensão do Brasil – Previ (Banco do Brasil) e Petros (Petrobras) – encerraram o ano passado com resultados acima de suas metas atuariais. A valorização de mais de 30% do Ibovespa no ano passado e um resultado ainda positivo dos títulos públicos beneficiaram as fundações em um período em que o mercado ainda não temia as consequências do novo coronavírus. Na Petros, que tem patrimônio total de R$ 101 bilhões, os planos fecharam o ano com rentabilidade de 20%, a maior em 12 anos.

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As duas entidades tem exposição concentrada em determinadas ações em bolsa, o que tende a pressionar mais os resultados em momentos de turbulência como o atual. Ambas estão trabalhando na diversificação de seus ativos. O presidente da Previ, José Maurício Coelho, diz que ainda há incertezas sobre o tamanho do impacto do Covid-19 na economia global. Por outro lado, pondera que já se sabe que será possível controlá-lo no curto prazo e que não tem alto grau de mortalidade. “No momento, o melhor a fazer é observar os mercado. Estamos aguardando para analisar os efeitos da crise”, afirma Coelho. A política de investimentos da Previ prevê, a partir de 2020, ajustes em sua estratégia em busca de diversificação.

A Previ encerrou 2019 com superávit acumulado de R$ 2,38 bilhões em seu plano de benefício definido (Plano 1), que teve ganho de 10,55% ante meta de 9,71%. No Previ Futuro, de contribuição variável, o resultado foi de 20,12%. Apenas no ano passado, o Plano 1 teve resultado positivo de R$ 968,32 milhões. Após o impacto de R$ 5,11 bilhões da revisão das premissas atuariais com a redução da meta, ficou deficitária em R$ 4,15 bilhões. Como foi utilizado R$ 6,52 bilhões do superávit de 2018, o resultado continua positivo em R$ 2,38 bilhões. Os ativos da fundação somam mais de R$ 200 bilhões.

No Plano 1, a renda variável representa quase 50% da carteira, enquanto no Previ Futuro, esses investimentos são mais diversificados. A diferença se reflete no resultado: os ganhos do segmento foram de 7,57% no plano de benefício definido e de 34,7% no de contribuição variável.

Na Petros, os planos de benefício definido – PPSP-R e PPSP-NR – tiveram ganhos de 23,06% e 22,32%, respectivamente, acima da meta de 9,8%. No PP-2, de contribuição variável, o resultado foi 14,63%, em comparação a meta de 9,89%. O Valorapurou que o superávit de cerca de R$ 3 bilhões será usado para reduzir o impacto gerado pela redução da meta. A Petros aguarda a aprovação do plano pela Petrobras, a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Previ e Petros superam meta atuarial em 2019 | Finanças | Valor Econômico

https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/03/09/previ-e-petros-superam-meta-atuarial-em-2019.ghtml

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