Propina de petistas era paga em apartamento-cofre em Salvador

A propina que jorrava dos contratos da construção da Torre Pituba, em Salvador, não era levada apenas ao Diretório do PT em São Paulo

Por Robson Bonin – Atualizado em 14 jan 2020, 14h28 – Publicado em 14 jan 2020, 13h48
A "torre" da propina dos petistas em Salvador //Divulgação

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Na delação homologada pela Justiça Federal do Paraná, o delator Alexandre Suarez afirma que a maior parte do dinheiro sujo era pago no Rio de Janeiro, por ser o fundo Petros, dos trabalhadores da Petrobras, sediado na capital fluminense. Mas que, no caso dos petistas, o dinheiro era levado para São Paulo e pago diretamente em Salvador.

“Que como a PETROS e a Petrobrás estavam Localizadas no Rio de Janeiro, a maior parte dos valores era entregue naquela cidade. com exceção dos agentes do PT. que receberam também em São lauto e Salvador. QUE os valores oriundos da OAS recebidos pelo declarante: ao tomar conhecimento sobre o Local data e horário que os valores seriam entregues, e o codinome necessário para que pudesse recebê-!os, o declarante ia ou sozinho. ou com Mano Suarez, para que ambos se cÜudassem no transporte dos valores. QUE o declarante entregava os valores, ou para Mano Suarez, ou para Pauta Afonso”, registra o delator.

No caso da capital baiana, pelo menos três entregas foram feitas em um apartamento, no edifício Torre Osaka, onde a empreiteira mantinha um cofre para guardar a propina.

“QUE ocorreram 3 entregas na Torre de Osaka, as quais foram combinadas entre Adriano Quadros e Rodrigo Barretto. Que o dectarante entregou a chave desse apartamento no edifício Torre de Osaka para Rodrigo Barrela, sendo que neto havia um cofre, onde Rodrigo Barreto guardava os valores para serem entregues, de acordo com a necessidade, para Mano Suarez, para repassar aos dirigentes da Petros, Petrobras e partido dos trabalhadores; QUE. no contexto da OAS, Léo Pinheiro era o presidente da empresa. e responsável por acertar todos os detalhes com Paulo Afonso, durante diversos encontros que tiveram”, diz o delator.

Propina de petistas era paga em apartamento-cofre em Salvador | VEJA

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