Acorrentada, ex-funcionária da Petrobras protesta contra cortes em contracheques: “Trabalhadores estão se matando”

Uma ex-funcionária da Petrobras decidiu ficar acorrentada em uma árvore, em frente ao Fórum Ruy Barbosa, na praça D. Pedro II, no bairro de Nazaré, em Salvador, para protestar contra os cortes nos contracheques por conta do déficit no fundo de pensão da Petros.

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Segundo Edilene Farias, ela entrou para a estatal em 1987, através de um concurso público, e foi demitida em 2009.

“Quando entramos, éramos obrigados a assinar um contrato com um fundo de pensão. Achávamos que era grande coisa, na época. Era descontado 11% no contracheque, mas, desde 91, passou a descontar 14,9%. No governo FHC eles não deixaram mais entrar funcionário nenhum e, se num plano mutualista não entra dinheiro novo, complica”, contou Edilene, em depoimento ao BNews.

“No governo do PT ofereceram uma migração para um plano sem garantia nenhuma. Alguns mudaram por muita pressão, outros, permaneceram. No governo Lula, eles fecharam o plano retroativamente, o que é uma ilegalidade. Forjaram, sem apresentar dados, um rombo de 27 bilhões de reais. Aprovaram um plano de equacionamento e começaram a descontar no contracheque dos trabalhadores valores que chegam até 40% do valor bruto. Tem trabalhadores recebendo R$ 500”, criticou.

Edilene denunciou que, por conta dos cortes, muitos trabalhadores estão tendo que vender os imóveis e veículos, além do aumento de casos de depressão e suicídio.

“Tenho um colega que trabalhou quase 40 anos ia receber R$ 56 mil, mas recebeu R$ 2.900. Não pode dispor do dinheiro de uma família dessa forma. Se tiver que descontar, que seja de uma forma palatável. Estamos tendo índice alarmante de mortes por AVC, derrame e suicídio, que já houve cinco ou seis”, denunciou.

“Esse dinheiro é nosso. Não é público. É um dinheiro que foi confiscado nos contracheques durante décadas. Me sinto acorrentada, presa, sem recurso. Dá uma sensação de impotência, sensação de morte. A Justiça não pode se omitir, pois Justiça lenta é injusta. Os trabalhadores estão se matando”, alertou.

A ex-funcionária conta que pretende ficar acorrentada no local até quando a saúde dela permitir. “Tenho polineuropatia e fibromialgia, sinto dores crônicas, mas vou ficar aqui até quando eu suportar”, garantiu.

Salvador – Acorrentada, ex-funcionária da Petrobras protesta contra cortes em contracheques: “Trabalhadores estão se matando” – 19/12/2019

https://www.bnews.com.br/noticias/principal/salvador/254164,acorrentada-ex-funcionaria-da-petrobras-protesta-contra-cortes-em-contracheques-trabalhadores-estao-se-matando.html

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