Carta Mensal de investimentos PETROS – novembro 2019


Esta Carta Mensal de novembro mostra que os planos PPSP-R e PPSP-NR acumulam rentabilidade no ano de 19,9% e 19,4%, respectivamente, enquanto o PP-2, cuja carteira de renda fixa está marcada na curva, tem alta de 12,1%.

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Mensagem do diretor de Investimentos da PETROS

Ano I | no 4 | 16 de dezembro de 2019

O ano de 2019 vai terminando repleto de boas notícias para o Brasil e para a Petros. No Brasil, a recuperação da economia está ganhando contornos nítidos, afastando as visões mais pessimistas e levando a uma revisão generalizada das expectativas de crescimento na direção da nossa projeção de 2,75% para 2020. A Petros se aproxima do fim do ano com uma rentabilidade excepcional, bem acima das metas atuariais, nos maiores planos. Este desempenho, que se destaca até entre os melhores gestores privados do Brasil, mostra que a Petros está avançando na consolidação de sua imagem como uma protagonista no cenário das gestoras nacionais de ativos.

Importante reconhecer que estes resultados refletem a maturação de ajustes iniciados em 2016, com mudanças profundas na estrutura, nos processos e na governança da gestão da Petros.

Após o Novo PED (Plano de Equacionamento do Déficit), a agenda de revitalização da Fundação entrará em nova fase rumo a uma fundação melhor e mais eficiente, capaz de se destacar no mercado de previdência.

Ao longo dos últimos meses, pesquisamos a forma como diversos investidores institucionais organizam suas estratégias de investimentos, com a meta de encontrar um modelo que integre objetivos, estrutura, governança e processo decisório de forma robusta. No caso dos fundos de pensão, um aspecto essencial é a atenção dedicada ao entendimento do passivo. Aspectos como prazo, duração, fluxo de caixa e necessidades de liquidez compõem uma análise que, quando incorporamos o lado do ativo, recebe o nome de ALM (Asset Liability Management), que é a gestão conjunta de ativos e passivos.

O objetivo final da gestão de investimentos da Petros é criar condições para um casamento entre ativos e passivos aos preços de mercado, pois isso permitirá dar segurança às partes interessadas, de participantes a patrocinadores, de que o pagamento de nossas obrigações estará assegurado.

Por isso, estamos elaborando uma estratégia de investimentos que permita levar os ativos de cada plano a cobrirem, com alguma folga, o respectivo passivo calculado a preços de mercado – esta é a condição necessária para imunizar os fluxos e eliminar o risco de mercado, tendo a segurança de que o patrimônio será suficiente para saldar todas as obrigações.

Mas, para que isso aconteça, os planos que, seguindo a regulamentação, apresentam uma condição de solvência saudável calculada pela meta atuarial (hoje, maior que as taxas de mercado) precisam evoluir para uma posição superavitária, quando este cálculo é feito aos preços de mercado. Evidente que isso só pode acontecer se, ao longo do tempo, a rentabilidade do ativo superar a evolução do passivo a preços de mercado.

Este é um caminho que precisa ser construído de forma cuidadosa e gradual. No momento – considerando as condições de mercado, a legislação e o status de solvência dos planos sob administração da Petros –, parece apropriado seguir a estratégia mais utilizada pelos investidores institucionais ao redor do mundo, que foca na otimização de ativos para alcançar suas metas, controlando o risco de descasamento entre ativos e passivos ao longo do tempo.

Atingir uma meta atuarial de inflação mais 4 ou 5 pontos percentuais, nas novas condições de juros baixos, requer aumentar posições nos ativos com maiores retornos e, consequentemente, maiores riscos. Os modelos de alocação que estamos desenvolvendo buscam a solução de menor risco com maior diversificação para atingir o retorno exigido pela meta atuarial.

Assim, por exemplo, a categoria de investimentos no exterior aporta uma propriedade fundamental à construção do portfólio: diversificação. Mesmo assumindo uma premissa de retorno negativo, a correlação negativa com os retornos dos demais ativos permite uma otimização ao alocar nesta classe.

Também vale a pena lembrar que as bandas de alocação das Políticas de Investimentos são apenas referências de limites. Como a política tem o horizonte de cinco anos, temos que pensar qual o máximo concebível de alocação em renda variável que poderíamos precisar em um cenário superotimista para definir o teto. Isso não significa que vamos alocar no teto. Na prática, é muito mais razoável pensar que o meio da banda de alocação seja uma referência neutra.

No próximo mês, traremos explicações mais detalhadas das novas políticas, que ainda serão submetidas pela Diretoria Executiva aos conselhos Fiscal e Deliberativo, em dezembro.

Alexandre Mathias
Diretor de Investimentos

https://www.petros.com.br/cs/groups/public/documents/documento/dl8y/mde5/~edisp/carta_dinv_2019_12.pdf

ANEXO:
carta_dinv_2019_12.pdf

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