Previ reduz taxa de juros atuarial do Plano 1 e índice de referência do Previ Futuro

A Previ aprovou a redução da taxa de juros atuariais do Plano 1, da modalidade de benefício definido, que passará de 5% para 4,75% ao ano. Aprovada pelo Conselho Deliberativo, a mudança ocorre em função de redução da expectativa de rentabilidade dos ativos do Plano, consequência, dentre outros fatores, da queda da taxa básica de juros da economia (Selic), que atualmente é de 5%. A nova taxa será utilizada na avaliação atuarial do plano em 31 de dezembro.

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“Considerando as perspectivas do cenário econômico e a redução da Selic, a rentabilidade dos investimentos em Renda Fixa, em especial dos títulos públicos, também diminui. É um cenário desafiador para um fundo maduro, com necessidade de liquidez, como o Plano 1, em que a maioria dos participantes já está aposentada”, diz comunicado. Com a meta atuarial do Plano 1 em INPC + 4,75%, o fundo estará mais preparado para correr menos riscos e ter mais liquidez, o que reflete uma expectativa de rentabilidade mais realista e busca manter o plano em equilíbrio, trazendo mais segurança para todos.

A Previ aprovou também a redução do índice de referência de rentabilidade do plano Previ Futuro, da modalidade de contribuição definida, que caiu de 5% para 4,62% mais INPC ao ano a partir do próximo mês de janeiro. “A mudança foi decorrente dos estudos de aderência, realizados anualmente, cujos resultados refletiram em parte a redução da taxa básica de juros da economia (Selic)”, diz nota da entidade.

Solidez no longo prazo

Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019

O índice de referência do Previ Futuro, equivalente à taxa de juros atuariais, vai ser alterado de 5% para 4,62% ao ano a partir de janeiro de 2020. A mudança foi decorrente dos estudos de aderência, realizados anualmente, cujos resultados refletiram em parte a redução da taxa básica de juros da economia (Selic). O estudo de aderência foi aprovado pelo Conselho Deliberativo da Entidade em novembro. A nova taxa será utilizada no cálculo dos benefícios a serem concedidos a partir de 2 de janeiro e na avaliação atuarial do plano em 31 de dezembro.

O que motivou a alteração

A necessidade de redução da taxa de juros atuariais foi identificada durante a realização dos estudos de aderência das premissas atuariais, que são efetuados anualmente pela Previ. Esses estudos verificam se as premissas adotadas – informações utilizadas para projetar os eventos futuros de um plano – estão adequadas a cada um de seus planos de benefícios, tendo em vista seu horizonte de longo prazo. São avaliados juros atuariais, tábua biométrica, crescimento salarial, composição familiar, entre outras premissas. O objetivo é monitorar os riscos relativos aos compromissos da Entidade, para agir sempre de forma planejada.

Na última análise realizada, foram constatadas diversas mudanças nas premissas do Previ Futuro, em função da redução do número de funcionários do BB, do menor crescimento salarial e dos impactos da Reforma da Previdência na idade de aposentadoria projetada. Em relação à taxa de juros atuarial, com a gradativa redução da taxa Selic a partir do final de 2016, que atualmente é de 5% a.a. e pode cair para 4,5% a.a. até o final de 2019, diminui a expectativa de rentabilidade dos investimentos em renda fixa acima da inflação, especialmente para os títulos públicos.

Atualmente, cerca de 57% dos recursos do Previ Futuro estão alocados no segmento de Renda Fixa. Essa alocação é consequência direta das opções dos participantes por perfis de investimento, conforme divulgado mensalmente no Boletim de Desempenho. Como é possível verificar no Boletim, até setembro de 2019 a rentabilidade do Previ Futuro era de 14,97%, acima do índice de referência (6,45%).

Graças à gestão dos investimentos, a Previ conseguirá manter uma taxa esperada de rentabilidade líquida de 4,62% a.a. acima da inflação, o que é superior à expectativa do mercado, já que a taxa de juros real de um título atrelado à taxa básica de juros é de 1,5% a.a., considerando a taxa Selic menos a inflação anual projetada de aproximadamente 3,5% a.a. para 2020. Isso só será possível porque a Política de Investimentos 2020-2026, em fase de finalização, prevê a possibilidade de investimento em ativos de maior risco, preservando a busca por maior retorno.

Efeito nas concessões de aposentadoria

Como a taxa de juros atuarial é utilizada no cálculo das rendas de aposentadoria, essa alteração acarreta uma redução de, em média, 5% do valor do benefício nas aposentadorias que forem concedidas a partir de janeiro, pois reflete uma expectativa menor de recursos que serão oriundos dos investimentos do plano.

Esse é um impacto imediato, mas o participante pode reduzi-lo se fizer uma gestão ativa e permanente do seu plano. Mais do que nunca, é preciso lembrar do tripé que influencia o saldo de contas e, consequentemente, a sua futura renda de aposentadoria: prazo de acumulação, valor das contribuições e rentabilidade. Quanto mais de cada um, melhor. É essencial fazer tudo o que estiver ao seu alcance para aumentar seu saldo de conta. Faça mais contribuições adicionais (2B) e complementares (2C), considere permanecer mais tempo no plano e avalie se seu perfil de investimento está condizente com seu apetite a risco e sua data prevista de aposentadoria.

Na gestão de um plano de benefícios, é necessário considerar uma perspectiva futura de rentabilidade o mais realista possível, a fim de preservar a solidez do plano no longo prazo e garantir o cumprimento dos compromissos futuros da Entidade, ou seja, o pagamento de benefícios a todos nós, associados.

http://www.previ.com.br/previ-mobile/noticias/solidez-no-longo-prazo.htm

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