O desenho provável da política de investimentos da PETROS


Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

Mathias: desafio de construir um portfólio diversificado

Otimizando o portfólio – A Petros está revisitando a gestão de investimentos e começou dando um passo para trás para enxergar o que precisava ser aperfeiçoado ao mesmo tempo em que avalia o novo cenário de juros em queda e o desafio inédito para a gestão das EFPC. “Deflagramos estudos que incluem endowments soberanos e outros, com um olhar conjunto sobre estratégias e governança. Procuramos otimizar o portfólio e diversos estudos estão maturando, a intenção é agregar todo esse conhecimento à política que será aprovada até o final do ano”, explica o diretor de investimentos da Petros, Alexandre Mathias. “O sistema tem que otimizar carteiras com mais risco e para isso é preciso construir um portfolio diversificado e otimiza-lo”.
A nova política da Petros já tem um “desenho provável” explica Mathias, que será submetido à diretoria e ao Conselho Deliberativo. Esse desenho segue dois grandes modelos de gestão internacionais, o primeiro é o do endowment da Universidade de Yale, nos EUA, fortemente centrado na diversificação, e o segundo o do Canada Pension Plan Investment Board, o CPPIB, fundo de pensão canadense que reúne vários aspectos de governança e estratégia com um desenho simples e prático.

A partir desses dois modelos a Petros vai construir a carteira otimizada para atingir a melhor fronteira eficiente, tendo como base o portfolio de referência. “Identificar o melhor retorno com o menor risco envolve uma tecnologia complexa, é preciso compreender o padrão das séries para construir o portfólio estratégico”, detalha Mathias. No caso da Petros, com meta de inflação mais 5% (média para os 37 planos administrados), o objetivo a buscar é próximo a 9%. “Se a exposição ficar 70% em NTNB longa e o carregamento dessa posição render 7%, precisarei gerar o restante da meta com os outros 30% de ativos (isso seria feito, segundo o modelo, com 20% de inflação mais longa, 40% de inflação mais curta e ativos indexados aos juros, 30% de bolsa, 7% a 8% de ativos reais e 5% a 10% no exterior).

Limite maior e ajustes – A política atual da Petros limita os investimentos em ações ao máximo de 20%, quase totalmente tomado hoje (a carteira de renda variável está em torno de 18%). A fundação deverá propor um limite bem superior a esse, a ser atingido gradualmente. “Em 2020 passaríamos a 30%, com espaço para fazer ajustes táticos em torno desse nível, podendo oscilar entre 20% e 40%. Segundo Mathias, na prática todo o portfólio deverá será conduzido por meio de ajustes táticos”.

Ele lembra que a exposição dos fundos de pensão à renda variável, em outros países, gira em torno de 60% a 70% dos patrimônios, padrão ao qual o Brasil deve convergir em cinco ou dez anos. Na Petros, há quatro estratégias de renda variável: um FIC com onze gestores externos e rendendo bem acima do Ibovespa, e outras três estratégias internas, sendo uma ativa (para competir com os gestores terceirizados, buscando Ibovespa mais 2% ou 3%) e duas passivas (uma “melhorada” e outra “plus”). Para 2020, a proposta é abrir mais uma ou duas estratégias, incorporando uma estratégia de benchmark com maior geração de alfa e melhor parametrizada. Esse desenho vai se reproduzir em todas as classes de ativos.

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.


Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading