Fundo de pensão afirmou que busca se tornar coautor em quatro processos e obter ressarcimento de prejuízos
Fachada da sede da Petros no Rio, Foto: Armando Paiva / Agência O Globo
RIO – A Petros, fundo de pensão dos trabalhadores da Petrobras, informou nesta segunda-feira ter pedido à Justiça para atuar como assistente de acusação do Ministério Público Federal (MPF) em processos da operação Greenfield. Segundo a fundação, ela ingressou com requerimentos na 22ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, com o objetivo de se tornar coautora em quatro processos de improbidade administrativa movidos pelo MPF contra ex-gestores da Petros e outros acusados, cujos crimes teriam causado prejuízos à Petros.
Segundo a Petros, as ações estão relacionadas a investimentos supostamente fraudulentos. São eles os Fundos de Investimentos em Participações (FIP) Global Equity e Enseada, o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) Trendbank e as Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) Providax Participações e V55 Empreendimentos.
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"Com esta medida, a Fundação passará a participar de forma ativa destes processos, apoiando o MPF com informações e documentos que auxiliem o órgão a sustentar as acusações por improbidade administrativa. O objetivo da Petros é obter ressarcimento por prejuízos provocados por ex-gestores em decisões tomadas no passado", afirmou a fundação, em nota, acrescentando que mantém Comissões Internas de Apuração (CIAs) para produzir documentos e informações sobre os casos.
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Deflagrada em 2016, a Greenfield investigou crimes que teriam sido cometidos por meio de fundos de pensão de estatais, como Funcef, Petros e Postalis. Este mês, em mais uma de suas fases, a força-tarefa apresentou novas denúncias contra 26 pessoas envolvidas . Os procuradores pedem ainda a reparação de mais de R$ 3,1 bilhões aos cofres públicos.
Petros pede à Justiça para atuar como assistente de acusação do MPF em processos da Greenfield – Jornal O Globo
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