Refer reúne 34 mil associados e tem patrimônio de R$ 5,6 bilhões.
Por Evandro Éboli
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!access_time 23 out 2019, 09h40
O fundo de pensão dos ferroviários, o Refer (Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social) manteve no seu comando diretoria que é alvo de críticas de servidores. Uma nova composição do Conselho Deliberativo, órgão máximo do Refer, decidiu não mexer nos três diretores.
Funcionários do fundo criticam o nepotismo e a ingerência política. Circula uma lista com nomes de pelo menos 15 empregados que são parentes de servidores do Refer. Com salários que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil, nessa relação tem amigo de deputado e cumpadre de um ex-presidente da Refer que chegou a ser preso.
Um grupo político ligado ao antigo PR, de Valdemar Costa Neto e Paulo Feijó, ambos ex-deputados, controla o Refer.
O conselho da Refer já negou interferência política no recrutamento e seleção de diretores e que, por unanimidade, decidiu manter a atual diretoria, “conforme habilitação da Previc, órgão fiscalizador”.
O Refer tem um patrimônio líquido de R$ 5,6 bilhões e cerca de 34 mil associados em todo o país.
Na reunião da semana passada, o Conselho Deliberativo, presidido por Renata Teti de Vasconcelos, decidiu acionar a Polícia Federal para investigar mensagens anônimas de ameaças aos conselheiros. Segundo ela, com objetivo de “desestabilizar sua governança e gestão”.
Nos grupos de redes sociais dos funcionários, foram várias as mensagens críticas às práticas do nepotismo e da ingerência política no fundo. No mesmo dia da reunião, Renata foi nomeada presidente do metrô do Recife, nomeação que foi alvo de críticas de funcionários.
Fundo dos ferroviários mantém diretoria alvo de críticas de servidores | VEJA.com
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