Greenfield pede R$ 825 mi por fraudes com recursos da Petros

O valor considera prejuízo causado ao fundo de pensão e uma reparação por danos morais e sociais equivalente ao triplo do valor supostamente desviado

Pepita Ortega e Pedro Prata

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

30 de setembro de 2019 | 18h09

A força-tarefa Greenfield, do Ministério Público Federal, apresentou à 22.ª Vara de Justiça Federal nesta segunda, 30, uma ação civil de improbidade contra 13 investigados, as empresas Providax Participações e V55 Empreendimentos e a massa falida do banco BVA, pedindo R$ 825 milhões por danos causados ao fundo de pensão Petros.

O valor considera a necessidade de devolução dos recursos e reparação de danos morais e sociais – equivalente ao triplo do valor supostamente desviado, sem prejuízo do pagamento de multa – pelos envolvidos.

Além do montante, a força-tarefa pediu que a perda de funções públicas dos citados, a suspensão de seus direitos políticos e a proibição de que contratem com o poder público direta ou indiretamente.

As irregularidades já haviam sido objeto de denúncia enviada à Justiça em abril deste ano – as treze pessoas citadas no âmbito da ação de improbidade respondem também criminalmente pelas ilegalidades.

Petros é o fundo de pensões da Petrobrás. Foto: Petros/Divulgação

A peça relata que, entre 2011 e 2012, quatro diretores da Petros autorizaram, ao todo, a compra de R$ 95 milhões em Cédulas de Crédito Bancário da Providax Participações, por meio de ‘negociação fraudulenta e previamente combinada’. Nesse contexto, o banco BVA afigurava-se como estruturador e agente de cobrança das operações.

Segundo as investigações, os investimentos realizados pela Petros ocorreram em um momento de dificuldades financeiras enfrentadas pela Providax. A força-tarefa alega que os citados violaram princípios de cuidado, de rentabilidade e de segurança dos investimentos uma vez que teria aprovado as operações de aquisição das CCBs, sem realizar estudos técnicos e análises necessárias.

Os procuradores indicaram ainda que os envolvidos agiram mediante um acordo prévio e não-oficial com os administradores do Banco BVA e da Providax, ‘a fim de obterem vantagens pessoais, deixando de agir com diligência com os recursos do fundo e incorrendo em atos de improbidade administrativa’.

Com relação à V55, a força-tarefa indica que a diretoria da Petros autorizou a compra de R$ 51 milhões em CCBs, por meio da operacionalização do banco BVA.

A empresa era controlada por um sócio do banco, aponta o Ministério Público Federal.

Segundo a Procuradoria, os envolvidos teriam articulado a negociação ‘de maneira fraudulenta, previamente combinada e em flagrante prejuízo ao fundo de pensão’.

COM A PALAVRA, A DEFESA

A reportagem busca contato com representantes da Providax Participações, da V55 Empreendimentos e da massa falida do banco BVA. O espaço está aberto para manifestação. (pepita.ortega e pedro.prata)

Greenfield.pdf

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.


Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading