Déficit de entidades de previdência complementar cai de R$ 33,7 bi para R$ 29,2 bi em 2018

No ano passado, fundos de previdência privada tiveram rentabilidade média de 12,22%, superando o CDI, que ficou em 6,42%

João Sorima Neto

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13/03/2019 – 15:12 / Atualizado em 13/03/2019 – 15:20

<br>Relação do fundo de pensão com associado pode durar até 60 anos: 30 anos de captação e mais 20 ou 30 anos de pagamento de benefícios<br>Foto: ArquivoRelação do fundo de pensão com associado pode durar até 60 anos: 30 anos de captação e mais 20 ou 30 anos de pagamento de benefícios Foto: Arquivo

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SÃO PAULO — O déficit acumulado das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), que incluem os fundos de pensão, caiu de R$ 33,7 bilhões, em 2017, para R$ 29,2 bilhões no ano passado, segundo os dados divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). Em 2018, os fundos de previdência privada apresentaram uma rentabilidade média de 12,22%, superando o CDI, taxa de juros praticadas pelos bancos, que ficou em 6,42%. Com esse desempenho, o superávit foi de R$ 26,8 bilhões, alta de 32,02% em comparação com o superávit de R$ 20,30 bilhões registrados em 2017. O bom desempenho da renda variável e de fundos multimercado, que aplicam em Bolsa, juros e moedas, impactou positivamente o patrimônio dessas entidades.

— É preciso pensar que a relação do fundo de pensão com seu associado pode durar até 60 anos. São 30 anos de captação e mais 20 ou 30 anos de pagamento de benefícios. O déficit ou o superávit são exceções provocadas pela volatilidade do mercado. O importante é buscar o equilíbrio no longo prazo para manter o pagamento em dia, como vem acontecendo — disse Luís Ricardo Martins, diretor-presidente da Abrapp.

Ele lembra que, no longo prazo, o desempenho dos fundos tem sido positivo. Enquanto, nos últimos 15 anos, o CDI rendeu 427% e o Ibovespa, principal índice do mercado de ações, subiu 295%, o desempenho dos fundos de previdência fechada foi de 540%.

Para Martins, se a reforma da Previdência for aprovada com o texto atual, o regime de previdência complementar privado será beneficiado.

— A reforma é uma janela de oportunidade para a previdência privada complementar. Há a necessidade de reequilibrar as contas públicas e é preciso quebrar esse pacto de gerações, em que o jovem trabalhador custeia a aposentadoria. Esse sistema não vai fechar com a baixa natalidade, aumento da expectativa de vida, a reforma trabalhista, que traz a “pejotização” do emprego e a informalidade. É importante a reforma e, na segunda etapa, o sistema de capitalização. O mundo todo está saindo desse sistema de repartição simples — disse Martins.

Ele disse que novas modalidades de planos, como o plano família, que tem como objetivo atrair familiares de participantes da previdência complementar fechada, também vão contribuir para o crescimento desse sistema.

Segundo os dados da Abrapp, o patrimônio dos fundos de previdência complementar fechado chegou a R$ 900 bilhões, ano passado, crescimento de 7,4% em relação a 2017. Atualmente, existem 2,7 milhões de participantes ativos nestes fundos, sendo que 847 mil já recebem os benefícios. O valor médio mensal da aposentadoria programada é de R$ 5,9 mil.

Déficit de entidades de previdência complementar cai de R$ 33,7 bi para R$ 29,2 bi em 2018 – Jornal O Globo

https://oglobo.globo.com/economia/deficit-de-entidades-de-previdencia-complementar-cai-de-337-bi-para-292-bi-em-2018-23518718

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