Em cerca de quatro meses como substituta provisória de Sergio Moro na Justiça Federal do Paraná, a juíza Gabriela Hardt interrogou e condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ordenou a prisão de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da estatal paulista Dersa e suposto operador do PSDB, conhecido como Paulo Preto.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A partir de hoje, ela dá lugar ao magistrado Luiz Antonio Bonat, escolhido por concurso interno para assumir o posto deixado por Moro para ser ministro da Justiça e da Segurança Pública.
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Hardt condenou Lula e mais 10 pessoas no caso do sítio de Atibaia. O ex-presidente foi sentenciado a 12 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa afirma que ele é alvo de perseguição política e que as acusações foram feitas com base apenas em delações.
Antes da condenação, ainda em 2018, a juíza conduziu interrogatórios de réus do processo do sítio, entre eles Lula. A audiência com o ex-presidente foi marcada por embates verbais. Uma das frases ditas pela magistrada a Lula — "Se o senhor começar nesse tom comigo, a gente vai ter um problema" — virou estampa de uma camiseta usada pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Veja o embate entre Lula e Hardt em interrogatório
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Hardt também autorizou a realização de quatro fases da Lava Jato, entre elas a mais recente, em que Paulo Preto foi preso preventivamente. Neste caso, ele é acusado de operar recursos para a Odebrecht, que por sua vez teria usado o dinheiro para subornar funcionários do alto escalão da Petrobras.
Outra fase que recebeu o aval da magistrada foi a que teve como alvo um esquema de corrupção na construção da Torre Pituba, em Salvador. As obras foram pagas pelo Petros, o fundo de pensão da Petrobras, que teria sofrido um dano de R$ 150 milhões, segundo o Ministério Público. A investigação deu origem a uma ação penal com 42 réus, entre ex-executivos de Petrobras e Petros; das construtoras Odebrecht, OAS e Mendes Pinto; e nomes ligados ao PT.
Novo juiz assumirá 39 processos
Além do caso do sítio, da prisão de Paulo Preto e da operação sobre a Torre Pituba, Hardt decidiu um processo sobre um esquema de corrupção na Petroquisa, braço petroquímico da Petrobras. As propinas pagas pela Odebrecht a funcionários da estatal chegariam a R$ 32 milhões. Executivos da empreiteira e da Petroquisa fazem parte do rol de nove pessoas condenadas.
Outro caso que recebeu sentença da magistrada envolveu o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o lobista João Antônio Bernardi Filho. Ambos foram condenados por envolvimento em um esquema de favorecimento à empresa italiana Saipem em uma obra da estatal.
Na sentença mais recente, do dia 22, Hardt condenou nove pessoas em um processo sobre o pagamento de propinas estimadas em US$ 56,7 milhões decorrentes de um contrato da Petrobras com a Odebrecht. Foram condenados ex-executivos das duas empresas, além dos operadores do dinheiro sujo — que teria chegado a políticos do MDB e do PT.
Agora, estão nas mãos de Bonat 39 ações penais da Lava Jato pendentes de julgamento. Entre estes casos estão a suposta compra de um terreno pela Odebrecht para o Instituto Lula; e a acusação de propina de US$ 5 milhões para o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) ligada a contratos de construção de navios-sonda para a Petrobras.
Em 4 meses, substituta de Moro condenou Lula e mandou prender Paulo Preto – 06/03/2019 – UOL Notícias
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