Presidente da Petrobras afirma que não haverá demissão de funcionários da sede em SP

RIO – (Atualizada às 21h27) O Sindicato dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado) vai realizar uma reunião emergencial nesta quarta-feira (27), à tarde, na sede administrativa da Petrobras em São Paulo (Edisp) para discutir o plano da companhia de fechamento da unidade paulista. A entidade pretende traçar uma estratégia de resistência contra o fechamento do Edisp.

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De acordo com o sindicato, desde que a notícia do fechamento do Edisp surgiu, a entidade participou de duas reuniões com gerências da Petrobras do Rio de Janeiro e realizou uma reunião do sindicato, na qual estiveram presentes representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Danilo Silva, representante dos funcionários no conselho de administração da Petrobras.

Segundo o Sindipetro Unificado, durante a reunião com representantes de gerências da Petrobras, foi informada a intenção da estatal de realocar os mais de 400 funcionários próprios em unidades do Rio de Janeiro. Há a possibilidade de realocação de parte do efetivo em outro local em São Paulo.

O gerente-executivo de gestão de pessoas da Petrobras, Cláudio Costa, no entanto, afirmou na segunda (25), em reunião com funcionários da base da estatal em São Paulo, que parte dos trabalhadores do local deixará a companhia depois da reestruturação que está sendo proposta. Em áudios da reunião, obtidos pelo Valor, Costa afirma que a empresa deixará o edifício sede, o Edisp, na Avenida Paulista, e que nem todos os funcionários serão realocados.

“Os operacionais estão sendo realocados. Dá para absorver todo mundo? Não dá. Algumas pessoas não ficarão na companhia. Dá para absorver todo mundo que aqui está? Não. Algumas pessoas não ficarão. Algumas vão poder decidir por escolha própria não permanecer na companhia. Os programas [internos da empresa] virão aqui para ajudá-los nesse processo decisório. Ficará em São Paulo aquilo que é essencial e é ultra necessário para a performance da companhia na base de São Paulo”, disse Costa em um dos áudios, acrescentando que o objetivo é ir para um local com custo menor.

Castello Branco nega demissões

Na contramão do que disse Costa, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, gravou um vídeo nesta terça-feira (26) para afirmar que não haverá demissão de funcionários em decorrência da mudança da sede administrativa da empresa em São Paulo. O Valor teve acesso ao áudio da gravação e nela Castello Branco ressalta que as cerca de 655 pessoas que trabalham nos sete andares que a empresa ocupa no Edisp serão direcionadas para outros locais de custo mais baixo.

Ele ressalta ainda que a realocação será para outros prédios administrativos e não para refinarias. “O pessoal administrativo não vai trabalhar dentro de uma refinaria, vão para localidades de custo mais baixo para a redução do custo da Petrobras”, diz Castello Branco na gravação. “Não temos a intenção, a priori, de demitir ninguém”, acrescenta.

Na gravação de hoje, o presidente da Petrobras afirma que não há um plano de demissões na petroleira e o que está sendo estudado é um programa incentivado de demissão voluntária. “Não foi ainda aprovado pela diretoria executiva. Esse programa está começando a ser estudado, seus benefícios e seus custos, e decidiremos oportunamente”, diz o executivo.

A Petrobras informou também que a diretoria executiva da companhia terá reajuste zero este ano.

Petrobras planeja fechar sede administrativa de São Paulo | Valor Econômico

https://mobile.valor.com.br/empresas/6139271/petrobras-planeja-fechar-sede-administrativa-de-sao-paulo

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